sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Cenas Vívidas
Quatro da madrugada.
Em outras madrugadas, seria sinônimo de estar bebendo sozinho, pensando em alguém.
Mas dessa vez, era sinônimo de ouvir a voz dela no meu ouvido:
- Você não vai me magoar, vai?
Demorei a responder...
- Vou tentar não magoar. - cabei dizendo.
- Tentar? Isso não foi convincente. - ela, ainda sussurando.
- Ah... é que...
É que prometer é o primeiro passo pra magoar. Mas eu não queria dizer isso pra ela.
Em outras madrugadas, seria sinônimo de estar bebendo sozinho, pensando em alguém.
Mas dessa vez, era sinônimo de ouvir a voz dela no meu ouvido:
- Você não vai me magoar, vai?
Demorei a responder...
- Vou tentar não magoar. - cabei dizendo.
- Tentar? Isso não foi convincente. - ela, ainda sussurando.
- Ah... é que...
É que prometer é o primeiro passo pra magoar. Mas eu não queria dizer isso pra ela.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Mini-álcool-poema
No final das contas
Como um anjo, ela abre as asas e se afasta
De mim... nefasta...
E vou mais fundo que posso
Não alcanço o inferno
Que, infelizmente, espero
Encontrar...
Como um anjo, ela abre as asas e se afasta
De mim... nefasta...
E vou mais fundo que posso
Não alcanço o inferno
Que, infelizmente, espero
Encontrar...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
- Rapá - ele virou o resto do copo de cerveja dele - um poema serve pra tudo. Tudo. Esse pessoal fica acusando a poesia de ter morrido... "Morreu, já não serve pra nada". Se chegou ao ponto de servir por uma causa só, não é um poema, é argumento.
- Hmn... - virei o resto do meu copo também.
- Quer um exemplo? Vê só a tragédia que aconteceu lá na Região Serrana. Acabou com tudo, encheu de lama a merda toda. E enquanto o pessoal trabalhava, você acha que quais palavras consolariam eles? Poemas novos, falando inteiramente sobre a tragédia? Ou versos já conhecidos, agora com outro significado?
- Sei não. Depende de cada um, não?
- Não, não depende. Essa é a única generalização que me permito fazer: Todos precisam de algum "para sempre" e "para tudo". O álcool trás isso de vez em quando, o amor trás por um preço muito alto e a poesia está lá, significando tudo que pode.
Olhei pra ele... ele soluçou e perguntou: "Entende?"
Não respondi, mas entendi. Legião, eu ouvi Tempo Perdido essa noite.
"Nosso suor sagrado... é bem mais belo que este sangue amargo." nunca tinha feito tanto sentido.
E até criei um personagem, só pra falar sobre isso.
- Hmn... - virei o resto do meu copo também.
- Quer um exemplo? Vê só a tragédia que aconteceu lá na Região Serrana. Acabou com tudo, encheu de lama a merda toda. E enquanto o pessoal trabalhava, você acha que quais palavras consolariam eles? Poemas novos, falando inteiramente sobre a tragédia? Ou versos já conhecidos, agora com outro significado?
- Sei não. Depende de cada um, não?
- Não, não depende. Essa é a única generalização que me permito fazer: Todos precisam de algum "para sempre" e "para tudo". O álcool trás isso de vez em quando, o amor trás por um preço muito alto e a poesia está lá, significando tudo que pode.
Olhei pra ele... ele soluçou e perguntou: "Entende?"
Não respondi, mas entendi. Legião, eu ouvi Tempo Perdido essa noite.
"Nosso suor sagrado... é bem mais belo que este sangue amargo." nunca tinha feito tanto sentido.
E até criei um personagem, só pra falar sobre isso.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Meu Reveillón
Não vim falar da tragédia
Mas a tragédia veio falar de mim
Mandou um oi - cartão de natal
Olá meu bem, olá.
Passei a noite pensando em você
Passei por aqui - foi sem querer -
Te ver sentado sozinho
Com seu copo, sua desilusão
Seu violão, sua canção.
Sabe como é, sinta saudade
O mais leve que puder
Já passou, está passando
E vai passar...
São as melhores frases
Pra falar de eternidade.
Já passou, está passando
E vai passar.
Já se foi, está indo
Está quase lá.
MInha tragédia, venha.
Sente-se aqui
Não quero conversar sozinho a noite toda
Não quero acordá-la, nem matá-la de preocupação
Mas, não estou bem não...
Acho que não.
E assim, passou mais um reveillón.
Mas a tragédia veio falar de mim
Mandou um oi - cartão de natal
Olá meu bem, olá.
Passei a noite pensando em você
Passei por aqui - foi sem querer -
Te ver sentado sozinho
Com seu copo, sua desilusão
Seu violão, sua canção.
Sabe como é, sinta saudade
O mais leve que puder
Já passou, está passando
E vai passar...
São as melhores frases
Pra falar de eternidade.
Já passou, está passando
E vai passar.
Já se foi, está indo
Está quase lá.
MInha tragédia, venha.
Sente-se aqui
Não quero conversar sozinho a noite toda
Não quero acordá-la, nem matá-la de preocupação
Mas, não estou bem não...
Acho que não.
E assim, passou mais um reveillón.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Música e mulheres
♪Todo cara luta por uma menina...♪
Pois é. Todo cara luta por uma menina, meu caro amigo monocromático. E todo cara ouve música, e todo cara, meu caro, vai associando música e mulheres. Ouve uma música, lembra duma garota. Vê a garota na rua, cantarola a música.
O cara que tem evitado escrever tem uma lista dessa, guardada no armário da mente dele. É uma letra meio difícil de entender, porque são coisas escritas com pressa, mas vou colocar aqui um pedaço do que entendi.
É, eu sei, é algo pessoal dele. Mas e daí?
Sabe o que tava escrito junto com as músicas? Um verso dele que diz: "Eu ia te contar um segredo, mas esquece... afinal, pra que um segredo serve? "
- x -
♪O quêêêêê... que essa criança tá fazendo ai, toda mocinha?♪
- Oi.
- Ah, olá, Fernandim!
- Oi, Loyanne... ué, o que você tá fazendo aqui?
- Ah, estava indo pra academia. Fazer Lamba. E você?
♪Já sabe rebolar.... e hoje em dia, quem não sabe?♪
- Eu tava indo lá comprar pão pra minha mãe. Posso te acompanhar?
- Ué, mas a padaria não é pro outro lado?
- É, é sim. Mas não tem problema não.
- Mas você vai andar muito!
- Mas vou estar contigo.
- Hã?
- Ah, deixa pra lá...
- x -
Ela estava lá... com o caderno dela. Final de ano, ela escrevendo coisas no caderno. Assinaturas, mensagens de amigas, coisas do tipo. No ponto, esperando o ônibus...
- Oi... - Ele disse.
♪ Eu me ensaio, mas nada sai... o seu rosto me distrai ♪
- Oi. Tudo bem? - ela disse
♪ Sei que tento me vencer, e acabar com a mudez... ♪
- Uhum. É... - ele respondeu.
♪ Quando chego perco, esqueço tudo e não tenho vez... ♪
- Que foi? - ela.
- Jéssica, posso pedir uma coisa?
- Fala, ué.
- Ah... é que... me empresta seu caderno?
- Uh? Tá, ué...
♪ Me consolo, foi errado, o momento talvez
Mas na verdade nada esconde essa minha timidez ♪
Ele abaixa e escreve os versos acima no caderno. Entrega o caderno nela, e ainda abaixado, encosta a cabeça no colo dela, dizendo um baixo "você se importa?"... ela sussurra "sem problemas"...
- Esses versos são seus? - ela perguntou, ao olhar no caderno o que ele escreveu.
- Nada, é uma música. Biquini Cavadão.
- São bonitos. Gostei. Bem sua cara.
- É, eu sei...
...
- Sabe de uma coisa? - Ele diz, por fim.
- O que?
- Sabe, é o que eu queria era isso, ficar aqui contigo, no seu colo.
Ela ri. E sorri.
- Mas... só isso? - ela pergunta.
- Ah... - ele olha pra ela. E fica sem responder.
♪ Na verdade nada esconde essa minha timidez ♪
- x -
Ele estava voltando de São Paulo em um ônibus.
Olhava pela janela e pensava...
"Será diferente agora... as coisas mudaram.
Posso encontra-lá dessa vez e ser tudo diferente. Sei lá, deixar ela com raiva. Raiva, não, decepção. Posso acabar decepcionando ela. Acabou dando errado.
E conversar com ela, nesses momentos, era tão bom. Seria uma pena, uma pena mesmo.
Ah, mas não dá pra ficar assim. Não pode ficar só assim...
Que seja, pode tudo mudar, a música será a mesma.
Só os versos continuam, pelo jeito..."
♪Nós dois temos os mesmos defeitos...
Sabemos tudo ao nosso respeito... ♪
E ele enxugou uma lágrima, disfarçando.
♪ Pra ser sincero... prazer em vê-la... até mais ♪
- x -
Agora, voltando pra casa dela. Ele, bem longe de casa. Ela, pensando em qualquer coisa.
- Canta pra mim? - diz ela, de mão dadas com ele.
Ele ri.
- Ah, mas... eu sou sem ritmo, Lil.
- Eu sei. Mas eu gosto quando você canta.
- Ah... obrigado. Tá bom então. Hmn... vejamos... que tipo de música?
- Você que sabe.
- Hmn... ♪Às vezes se eu me distraio... se não me vigio um instante... ♪
♪ Me transporto pra perto de você... ♪
E até hoje é assim quando ouço essa música, girl.
- x -
♪ I close my eyes.. only for a moment, and this moment it's gone...
All my dreams.. pass before my eyes, a curiosity... ♪
Essa música aqui não tem história não, mas em compensação, tem um link pra vocês conheceram a moça que me lembra a música.
com vocês, http://www.vivianebotelho.blogspot.com/
- x -
♪ O rock acabou, melhor ligar sua tv.
Ela nunca está.
Ela nunca vai entender.♪
Ele olhou pra cima. Era carnaval, era uma noite de merda, era bebida que não acabava. O rock tinha acabado, amigos. E nem era hora ainda de voltar pra casa.
Aí, nisso de estar na praça, olhar pra cima, distraído, ele vê ela dando tchau. Ele retribui.
♪Eu gosto da sua saia sim
Vem deitar perto de mim...♪
Ele então, deseja bem desesperadamente que ela desça pra vir falar com ele. Naquele momento, ele abraçaria ela, olharia e diria toda verdade. Algo como "fica comigo. Pra sempre. Fica aqui."
Bem, ela não lia pensamentos.
Ou lia, Stéph?
- x -
- Hmn... tá aqui seu livro.
- Ah, obrigada. Eu tenho que ir daqui a pouco ir lá cuidar do alê, então...
- Entendo... me diz uma coisa?
- O quê?
- Tem tanta diferença entre amor e amizade assim?
♪ Porque não eu, aaah, aaah, porque não eu? ♪
♪Porque não...♪
E silêncio...
E ela:
- Namorados fazem uma coisa, amigos outra coisa. Não confunda as coisas.
- x -
Pois é. Todo cara luta por uma menina, meu caro amigo monocromático. E todo cara ouve música, e todo cara, meu caro, vai associando música e mulheres. Ouve uma música, lembra duma garota. Vê a garota na rua, cantarola a música.
O cara que tem evitado escrever tem uma lista dessa, guardada no armário da mente dele. É uma letra meio difícil de entender, porque são coisas escritas com pressa, mas vou colocar aqui um pedaço do que entendi.
É, eu sei, é algo pessoal dele. Mas e daí?
Sabe o que tava escrito junto com as músicas? Um verso dele que diz: "Eu ia te contar um segredo, mas esquece... afinal, pra que um segredo serve? "
- x -
♪O quêêêêê... que essa criança tá fazendo ai, toda mocinha?♪
- Oi.
- Ah, olá, Fernandim!
- Oi, Loyanne... ué, o que você tá fazendo aqui?
- Ah, estava indo pra academia. Fazer Lamba. E você?
♪Já sabe rebolar.... e hoje em dia, quem não sabe?♪
- Eu tava indo lá comprar pão pra minha mãe. Posso te acompanhar?
- Ué, mas a padaria não é pro outro lado?
- É, é sim. Mas não tem problema não.
- Mas você vai andar muito!
- Mas vou estar contigo.
- Hã?
- Ah, deixa pra lá...
- x -
Ela estava lá... com o caderno dela. Final de ano, ela escrevendo coisas no caderno. Assinaturas, mensagens de amigas, coisas do tipo. No ponto, esperando o ônibus...
- Oi... - Ele disse.
♪ Eu me ensaio, mas nada sai... o seu rosto me distrai ♪
- Oi. Tudo bem? - ela disse
♪ Sei que tento me vencer, e acabar com a mudez... ♪
- Uhum. É... - ele respondeu.
♪ Quando chego perco, esqueço tudo e não tenho vez... ♪
- Que foi? - ela.
- Jéssica, posso pedir uma coisa?
- Fala, ué.
- Ah... é que... me empresta seu caderno?
- Uh? Tá, ué...
♪ Me consolo, foi errado, o momento talvez
Mas na verdade nada esconde essa minha timidez ♪
Ele abaixa e escreve os versos acima no caderno. Entrega o caderno nela, e ainda abaixado, encosta a cabeça no colo dela, dizendo um baixo "você se importa?"... ela sussurra "sem problemas"...
- Esses versos são seus? - ela perguntou, ao olhar no caderno o que ele escreveu.
- Nada, é uma música. Biquini Cavadão.
- São bonitos. Gostei. Bem sua cara.
- É, eu sei...
...
- Sabe de uma coisa? - Ele diz, por fim.
- O que?
- Sabe, é o que eu queria era isso, ficar aqui contigo, no seu colo.
Ela ri. E sorri.
- Mas... só isso? - ela pergunta.
- Ah... - ele olha pra ela. E fica sem responder.
♪ Na verdade nada esconde essa minha timidez ♪
- x -
Ele estava voltando de São Paulo em um ônibus.
Olhava pela janela e pensava...
"Será diferente agora... as coisas mudaram.
Posso encontra-lá dessa vez e ser tudo diferente. Sei lá, deixar ela com raiva. Raiva, não, decepção. Posso acabar decepcionando ela. Acabou dando errado.
E conversar com ela, nesses momentos, era tão bom. Seria uma pena, uma pena mesmo.
Ah, mas não dá pra ficar assim. Não pode ficar só assim...
Que seja, pode tudo mudar, a música será a mesma.
Só os versos continuam, pelo jeito..."
♪Nós dois temos os mesmos defeitos...
Sabemos tudo ao nosso respeito... ♪
E ele enxugou uma lágrima, disfarçando.
♪ Pra ser sincero... prazer em vê-la... até mais ♪
- x -
Agora, voltando pra casa dela. Ele, bem longe de casa. Ela, pensando em qualquer coisa.
- Canta pra mim? - diz ela, de mão dadas com ele.
Ele ri.
- Ah, mas... eu sou sem ritmo, Lil.
- Eu sei. Mas eu gosto quando você canta.
- Ah... obrigado. Tá bom então. Hmn... vejamos... que tipo de música?
- Você que sabe.
- Hmn... ♪Às vezes se eu me distraio... se não me vigio um instante... ♪
♪ Me transporto pra perto de você... ♪
E até hoje é assim quando ouço essa música, girl.
- x -
♪ I close my eyes.. only for a moment, and this moment it's gone...
All my dreams.. pass before my eyes, a curiosity... ♪
Essa música aqui não tem história não, mas em compensação, tem um link pra vocês conheceram a moça que me lembra a música.
com vocês, http://www.vivianebotelho.blogspot.com/
- x -
♪ O rock acabou, melhor ligar sua tv.
Ela nunca está.
Ela nunca vai entender.♪
Ele olhou pra cima. Era carnaval, era uma noite de merda, era bebida que não acabava. O rock tinha acabado, amigos. E nem era hora ainda de voltar pra casa.
Aí, nisso de estar na praça, olhar pra cima, distraído, ele vê ela dando tchau. Ele retribui.
♪Eu gosto da sua saia sim
Vem deitar perto de mim...♪
Ele então, deseja bem desesperadamente que ela desça pra vir falar com ele. Naquele momento, ele abraçaria ela, olharia e diria toda verdade. Algo como "fica comigo. Pra sempre. Fica aqui."
Bem, ela não lia pensamentos.
Ou lia, Stéph?
- x -
- Hmn... tá aqui seu livro.
- Ah, obrigada. Eu tenho que ir daqui a pouco ir lá cuidar do alê, então...
- Entendo... me diz uma coisa?
- O quê?
- Tem tanta diferença entre amor e amizade assim?
♪ Porque não eu, aaah, aaah, porque não eu? ♪
♪Porque não...♪
E silêncio...
E ela:
- Namorados fazem uma coisa, amigos outra coisa. Não confunda as coisas.
- x -
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Quinta-Feira
Isso me lembra Stephen King... porque ele escreve sem medo. Ele vai entrando no pensamento e escrevendo ao mesmo tempo, e eu não sei fazer isso. Ele vai assim, ó, falando coisas como masturbação, sanguinolência, vontade de matar a própria mãe... e eu não. Eu paro, olho pro que escrevi, penso em você. Morro em você. Corto ali, tudo que você cortaria. Mato cada subentendido como se fosse parte proibida, mato cada segredo que você enjoaria ao ver.
MATO... MATO... como se fosse minha única alternativa. Eu me censuro ao ponto de ter que beber pra me libertar. Me liberto ao ponto de me arrepender de me censurar....
Entende?
MATO... MATO... como se fosse minha única alternativa. Eu me censuro ao ponto de ter que beber pra me libertar. Me liberto ao ponto de me arrepender de me censurar....
Entende?
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
De 0 a 10.
Ah, recebi dois comentários bem "literários" lá no autores essa semana. Quanto mais literários os comentários se tornam, mais eu acho que tô lidando com gente grande.
E o ego murcha mais que documento de japônes no frio, sabe como é.
Tá, tá, melhor que nada, eu sei. Mas eu tenho que surpreender esses caras.
Aliás, vou explicar minha escala de elogios que espero ouvir. De 10 até 0, funcionaria assim:
Foda pra caralho! = 10
Foda. = 9
Você mesmo que escreveu isso? = 8
Queria ter escrito isso. = 7
Nossa! o.o! = 6
Maneiro... (ou Interessante, Legal ou qualquer adjetivo parecido) = 5
Gostei! = 4
Maneirinho ( ou Legalzinho, ou qualquer adjetivo parecido, mas no diminutivo) = 3
(reação de silêncio antes)... Hmn... é, não tá ruim não = 2
Ah, adorei, mas teve coisas que não entendi! = 1
Sem comentários! = 0
- x -
Isso aí é um rascunho, que nem inclui os comentários literários, porque não sei se eles são elogios. Mas enfim, captou a ideia?
É assim que entendo as coisas.
E o ego murcha mais que documento de japônes no frio, sabe como é.
Tá, tá, melhor que nada, eu sei. Mas eu tenho que surpreender esses caras.
Aliás, vou explicar minha escala de elogios que espero ouvir. De 10 até 0, funcionaria assim:
Foda pra caralho! = 10
Foda. = 9
Você mesmo que escreveu isso? = 8
Queria ter escrito isso. = 7
Nossa! o.o! = 6
Maneiro... (ou Interessante, Legal ou qualquer adjetivo parecido) = 5
Gostei! = 4
Maneirinho ( ou Legalzinho, ou qualquer adjetivo parecido, mas no diminutivo) = 3
(reação de silêncio antes)... Hmn... é, não tá ruim não = 2
Ah, adorei, mas teve coisas que não entendi! = 1
Sem comentários! = 0
- x -
Isso aí é um rascunho, que nem inclui os comentários literários, porque não sei se eles são elogios. Mas enfim, captou a ideia?
É assim que entendo as coisas.
sábado, 11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Resposta atrasada pro Paulo Coelho
O mago perguntou:
O que é alegria,
Onde está a magia
E o que será amor?
Responderei
Do jeito que sei:
Meu senhor
Alegria é dívida paga
A magia está
No rebolar da maga
E amor será uma palavra
Que perderá aos poucos o valor.
Respondi.. e daí?
Se disso tudo
O mago já sabia
E só perguntou
Pra testar minha teimosia
Que finjo com louvor
Que sei o que é alegria
De que já vi magia
E entendo de amor.
O que é alegria,
Onde está a magia
E o que será amor?
Responderei
Do jeito que sei:
Meu senhor
Alegria é dívida paga
A magia está
No rebolar da maga
E amor será uma palavra
Que perderá aos poucos o valor.
Respondi.. e daí?
Se disso tudo
O mago já sabia
E só perguntou
Pra testar minha teimosia
Que finjo com louvor
Que sei o que é alegria
De que já vi magia
E entendo de amor.
domingo, 28 de novembro de 2010
...
E ela respira bem fundo, pra se controlar. Como ele pode fazer uma pergunta dessas? Como ele pode? Arhhg. Ela sente uma vontade incrível de só vociferar e xingar, punir ele com palavras por perguntar coisas que testam a paciência dela.
Ela suspira bem fundo e responde:
- Nada, não é nada.
E daqui em diante, cabe a ele reagir a isso. Ou ele repete a pergunta, pra ver ela explodir tudo que segurou naquele suspiro ou fica quieto, pra deixar aquela coisa acumulada fazer mal à ela. Até o ponto que...
Bem, você sabe o que acontece. Não sabe?
Ela suspira bem fundo e responde:
- Nada, não é nada.
E daqui em diante, cabe a ele reagir a isso. Ou ele repete a pergunta, pra ver ela explodir tudo que segurou naquele suspiro ou fica quieto, pra deixar aquela coisa acumulada fazer mal à ela. Até o ponto que...
Bem, você sabe o que acontece. Não sabe?
sábado, 27 de novembro de 2010
Não é que ele tem evitado escrever.
Mas ele tem que escrever e tem que não ser obrigado a nada ao mesmo tempo.
Ele não quer se prender ao que escreve, apesar da ideia de compromisso não lhe incomodar assim.
Tá, não é bem isso.
Ele tem evitado escrever sim.
Está fugindo do papel.
Porque? Ah, é porque ele é igual a todo mundo. Dá sempre a mesma desculpa. Aquela desculpa de quem evita algo que não deveria:
Está esperando algo que valha a pena.
Enquanto isso, acumula rascunhos. Versos incompletos, ideias para textos...
Toda pessoa tem o direito de se explicar. E agora que ele se explicou, se me dão licença, daqui em diante eu tomo conto disso. E sou eu que vou escrever agora.
Prazer.
Mas ele tem que escrever e tem que não ser obrigado a nada ao mesmo tempo.
Ele não quer se prender ao que escreve, apesar da ideia de compromisso não lhe incomodar assim.
Tá, não é bem isso.
Ele tem evitado escrever sim.
Está fugindo do papel.
Porque? Ah, é porque ele é igual a todo mundo. Dá sempre a mesma desculpa. Aquela desculpa de quem evita algo que não deveria:
Está esperando algo que valha a pena.
Enquanto isso, acumula rascunhos. Versos incompletos, ideias para textos...
Toda pessoa tem o direito de se explicar. E agora que ele se explicou, se me dão licença, daqui em diante eu tomo conto disso. E sou eu que vou escrever agora.
Prazer.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Porque a vida também é Roleplay
Se fossemos personagens em GURPS...
- x -
Nome: L.F
HT: 9 / ST: 8 / DX: 10 / IQ: 15
Vantagens: Talento pra Matemática, Facilidade para Línguas NV 3
Desvantagens: Distração, Timidez (Grave), Pacifismo (apenas auto-defesa), Vontade Fraca NV 3, Fobia grave (Acrofobia)
Principais Perícias: Inst. Musical (Violão) 12, Poesia 14, Literatura 13, Boemia 11, Jogo 11, Oper. Comp. 12, Língua (Inglês) 13, Escrever 13, Linguística 11
Frases: "Olha o ponto positivo..."; "Pois é... mas poderia ser pior"; "Desculpa."
----------------------------------------------------
Nome: B.L.
HT: 9 / ST: 9 / DX: 11 / IQ: 14
Vantagens: Bom Senso, Talento pra Matemática
Desvantagens: Intolerância, Alcoolismo
Principais Perícias: Arquitetura 11, Jogo 14, Oper. Comp. 13, Boemia 12, Lábia 13, Matemática 12
Frases: "Não fode, porra!" ; "É pouco pra corno" ; "Isso ae, champz."
- ---------------------------------------------------
Nome: R.R (aka Super)
HT: 12 / ST: 11 / DX: 10 / IQ: 12
Vantagens: Carisma NV 3, Empatia.
Desvantagens: Compulsão (Rir)
Principais Perícias: Dança 14, Dissimulação 13, Lábia 12, Inst. Musical (Violão) 12, Oper. Comp. 11
Frases: "Disso que gosto!" ; "Fala, comédia!" ; "É que mudei de dieta: agora só tô comendo galinha e piranha"
----------------------------------------------------
Nome: V.L (aka Gazelão)
HT: 12 / ST: 10/ DX: 11 / IQ: 10
Vantagens: Aparência (Atraente), Recuperação Alígera
Desvantagens: Excesso de Confiança, Luxúria, Compulsão (Mentir)
Principais Perícias: Oper. Comp. 11, Boemia 12, Sex-Appeal 13, Inst. Musical (VIolão) 11, Capoeira 11
Frases: "Tá uma uva!" ; "Auspicioso!" ; "Porque você não morre?!"
----------------------------------------------------
Nome: Lucca
HT: 12 / ST: 13 / DX: 14 / IQ: 10
Vantagens : Empatia com Animais, Aparência (Agradável), Hipolagia
Desvantagens: Honestidade, Senso de Dever, Impulsividade
Principais Perícias: Veterenirária 10, Cavalgar 14, A.Animais 12, Desenho 14, Pesca 12, Naturalista 12, Artes Marciais 13, Motociclismo 11, Natação 12
Frases: "Fernandinho, você tem que arrumar um emprego!"; "Ê seu zé minhoca!"; "Cacetada!"
----------------------------------------------------
Nome: M.C. (aka Barrasquinho)
HT: 13 / ST: 14 / DX: 10 / IQ: 10
Vantagens: Rijeza
Desvantagens: Fanfarronice, Mau Humor, Impulsividade, Código de Honra (Chevrand)
Principais Perícias: A.Animais 14, Cavalgar 13, Briga 14, Condução (Carro) 13, Conhecimento de Terreno (Chevrand) 14, Laço 12, Boemia 11, Sex-Appeal 12
Frases: "Chupa!"; "Lambeu de porrada" ; "O que o homem não faz por um pedaço de carne mijada?"
----------------------------------------------------
Nome: V.B.
HT: 12 / ST: 10 / DX: 9 / IQ: 12
Vantagens: Aparência (Atraente), Empatia, Voz Melodiosa
Desvantagens: Paranóia, Pacifismo (Auto-Defesa), Timidez (Suave)
Principais Perícias: Escrever 12, Fotografia 14, Trato Social 12, Atuação 12, Cantar 14
Frases: "Nossa, cara!" ; "Aaah não!" ; "Caraca!"
----------------------------------------------------
Nome: S.W.
HT: 12 / ST: 9 / DX: 11 / IQ: 13
Vantagens: Aparência (Atraente), Bom Senso, Força de Vontade NV 3
Desvantagens: Compulsão (Ciúme), Preguiça, Segredo (Leve)
Principais Perícias: Detecção de Mentiras 13, Lábia 14, Leitura Labial 14, Culinária 12, Antropologia 10, Pedagogia 12
Frases: "Uh!" ; "É pra mim?" ; "Minha mãe não vai deixar."
----------------------------------------------------
Nome: J. M.
HT: 11 / ST: 9 / DX: 9 / IQ : 11
Vantagens: Aparência (Atraente), Empatia, Intuição, Empatia com Animais
Desvantagens: Distração, Compulsão (acredita estar acima do peso), Código de Honra (Feminista), Dependente (Seu filho)
Principais Perícias: Escrita 13, Manha 12, Dissimulação 14, Culinária 12, Psicologia 11
Frases: "Entendo" ; "Odeio esse tipo de gente" ; "Estou me acostumando com a solidão."
----------------------------------------------------
Nome: D. T.
HT: 9 / ST: 9 / DX: 11 / IQ: 15
Vantagens: Ouvido Aguçado NV 3, Memória Eidética (Nv 1), Aparência (Agradável)
Desvantagens: Teimosia, Maníaco/Depressivo, Disopia (míope), Mau Humor
Principais Perícias: Filosofia 14, Matemática 13, Oper. Comp. 13, Escrever 13, Teologia 12, Dissimulação 16, Boemia 11, Ins. Musical (Violão) 11.
Frases: "Hmn..."
----------------------------------------------------
Nome: Gogó
HT: 10 / ST: 9 / DX: 9 / IQ: 12
Vantagens:
Desvantagens: Azar, Mentir Compulsivamente, Cobiça, Fantasia (acredita saber jogar Dota bem), Paranóia
Principais Perícias: Lábia 11, Dissimulação 12, Trato Social 12, Op. Comp. 12, Jurisdição 10
Frases: "Se isso for verdade, eu dou meu cu" ; "BaN.Sexy chegou!" ; "Todo mundo quer me passar a perna!"
----------------------------------------------------
Bem, eu poderia ir fazendo personagens e personagens, quase todos diferentes em alguma coisa, quase todos muito parecidos.
Os personagens estão aí. Peguem as fichas, vamos jogar.
- x -
Nome: L.F
HT: 9 / ST: 8 / DX: 10 / IQ: 15
Vantagens: Talento pra Matemática, Facilidade para Línguas NV 3
Desvantagens: Distração, Timidez (Grave), Pacifismo (apenas auto-defesa), Vontade Fraca NV 3, Fobia grave (Acrofobia)
Principais Perícias: Inst. Musical (Violão) 12, Poesia 14, Literatura 13, Boemia 11, Jogo 11, Oper. Comp. 12, Língua (Inglês) 13, Escrever 13, Linguística 11
Frases: "Olha o ponto positivo..."; "Pois é... mas poderia ser pior"; "Desculpa."
----------------------------------------------------
Nome: B.L.
HT: 9 / ST: 9 / DX: 11 / IQ: 14
Vantagens: Bom Senso, Talento pra Matemática
Desvantagens: Intolerância, Alcoolismo
Principais Perícias: Arquitetura 11, Jogo 14, Oper. Comp. 13, Boemia 12, Lábia 13, Matemática 12
Frases: "Não fode, porra!" ; "É pouco pra corno" ; "Isso ae, champz."
- ---------------------------------------------------
Nome: R.R (aka Super)
HT: 12 / ST: 11 / DX: 10 / IQ: 12
Vantagens: Carisma NV 3, Empatia.
Desvantagens: Compulsão (Rir)
Principais Perícias: Dança 14, Dissimulação 13, Lábia 12, Inst. Musical (Violão) 12, Oper. Comp. 11
Frases: "Disso que gosto!" ; "Fala, comédia!" ; "É que mudei de dieta: agora só tô comendo galinha e piranha"
----------------------------------------------------
Nome: V.L (aka Gazelão)
HT: 12 / ST: 10/ DX: 11 / IQ: 10
Vantagens: Aparência (Atraente), Recuperação Alígera
Desvantagens: Excesso de Confiança, Luxúria, Compulsão (Mentir)
Principais Perícias: Oper. Comp. 11, Boemia 12, Sex-Appeal 13, Inst. Musical (VIolão) 11, Capoeira 11
Frases: "Tá uma uva!" ; "Auspicioso!" ; "Porque você não morre?!"
----------------------------------------------------
Nome: Lucca
HT: 12 / ST: 13 / DX: 14 / IQ: 10
Vantagens : Empatia com Animais, Aparência (Agradável), Hipolagia
Desvantagens: Honestidade, Senso de Dever, Impulsividade
Principais Perícias: Veterenirária 10, Cavalgar 14, A.Animais 12, Desenho 14, Pesca 12, Naturalista 12, Artes Marciais 13, Motociclismo 11, Natação 12
Frases: "Fernandinho, você tem que arrumar um emprego!"; "Ê seu zé minhoca!"; "Cacetada!"
----------------------------------------------------
Nome: M.C. (aka Barrasquinho)
HT: 13 / ST: 14 / DX: 10 / IQ: 10
Vantagens: Rijeza
Desvantagens: Fanfarronice, Mau Humor, Impulsividade, Código de Honra (Chevrand)
Principais Perícias: A.Animais 14, Cavalgar 13, Briga 14, Condução (Carro) 13, Conhecimento de Terreno (Chevrand) 14, Laço 12, Boemia 11, Sex-Appeal 12
Frases: "Chupa!"; "Lambeu de porrada" ; "O que o homem não faz por um pedaço de carne mijada?"
----------------------------------------------------
Nome: V.B.
HT: 12 / ST: 10 / DX: 9 / IQ: 12
Vantagens: Aparência (Atraente), Empatia, Voz Melodiosa
Desvantagens: Paranóia, Pacifismo (Auto-Defesa), Timidez (Suave)
Principais Perícias: Escrever 12, Fotografia 14, Trato Social 12, Atuação 12, Cantar 14
Frases: "Nossa, cara!" ; "Aaah não!" ; "Caraca!"
----------------------------------------------------
Nome: S.W.
HT: 12 / ST: 9 / DX: 11 / IQ: 13
Vantagens: Aparência (Atraente), Bom Senso, Força de Vontade NV 3
Desvantagens: Compulsão (Ciúme), Preguiça, Segredo (Leve)
Principais Perícias: Detecção de Mentiras 13, Lábia 14, Leitura Labial 14, Culinária 12, Antropologia 10, Pedagogia 12
Frases: "Uh!" ; "É pra mim?" ; "Minha mãe não vai deixar."
----------------------------------------------------
Nome: J. M.
HT: 11 / ST: 9 / DX: 9 / IQ : 11
Vantagens: Aparência (Atraente), Empatia, Intuição, Empatia com Animais
Desvantagens: Distração, Compulsão (acredita estar acima do peso), Código de Honra (Feminista), Dependente (Seu filho)
Principais Perícias: Escrita 13, Manha 12, Dissimulação 14, Culinária 12, Psicologia 11
Frases: "Entendo" ; "Odeio esse tipo de gente" ; "Estou me acostumando com a solidão."
----------------------------------------------------
Nome: D. T.
HT: 9 / ST: 9 / DX: 11 / IQ: 15
Vantagens: Ouvido Aguçado NV 3, Memória Eidética (Nv 1), Aparência (Agradável)
Desvantagens: Teimosia, Maníaco/Depressivo, Disopia (míope), Mau Humor
Principais Perícias: Filosofia 14, Matemática 13, Oper. Comp. 13, Escrever 13, Teologia 12, Dissimulação 16, Boemia 11, Ins. Musical (Violão) 11.
Frases: "Hmn..."
----------------------------------------------------
Nome: Gogó
HT: 10 / ST: 9 / DX: 9 / IQ: 12
Vantagens:
Desvantagens: Azar, Mentir Compulsivamente, Cobiça, Fantasia (acredita saber jogar Dota bem), Paranóia
Principais Perícias: Lábia 11, Dissimulação 12, Trato Social 12, Op. Comp. 12, Jurisdição 10
Frases: "Se isso for verdade, eu dou meu cu" ; "BaN.Sexy chegou!" ; "Todo mundo quer me passar a perna!"
----------------------------------------------------
Bem, eu poderia ir fazendo personagens e personagens, quase todos diferentes em alguma coisa, quase todos muito parecidos.
Os personagens estão aí. Peguem as fichas, vamos jogar.
sábado, 6 de novembro de 2010
O café estava acabando. Chovia lá fora.
Era dia, uma manhã cinza. A mesma música estava tocando já tinha mais de horas.
Quase um ritual de escritor.
Se você não se importa, quero te pedir uma coisa.
Quero que você acompanhe o processo, acompanhe o passo-a-passo de como nasce um texto chato daqueles que nem eu consigo ler até o final. Um texto, que acidentalmente, vai se tornando obscuro ao invés de profundo, que vai se tornando sincero ao invés de interessante, que vai se mesclando comigo ao invés de parecer contigo.
Porque, além do café, da chuva, da manhã cinza e da música, quero que você me imagine. Ou imagine a si mesmo(a) sentado aqui, com a cabeça abaixada, os braços cruzados, o rosto encostado nos braços. E no fundo, no fundo, você tentando não prestar atenção em nada, só nos próprios pensamentos. Você imagina um campo, uma casa, um cenário. Uma lareira. Tenta buscar coisas quentes, mensagens positivas, cenas diferentes.
Levanta o rosto, olha pro papel em branco. "Não, não é isso", pensa. Toma outro gole do café que está esfriando, ergue os olhos, enfrenta o papel de novo.
Um "pra quê estou fazendo isso?" passa pela sua cabeça.
Você escreve três palavras:
Acho que encontrei.
"E agora, José?" é o que você diz pra si mesmo, lembrando dos versos tão famosos.
Aí você lembra pra quê está fazendo isso. E guarda segredo, acha que é errado, suspeita de ser um invejoso. Como um invejoso pode escrever sem sentir-se culpado?
E vem a culpa.
E você lembra: "Não, isso não é pra mim, isso não é por mim, não vou escrever só pra mim. Vou escrever algo que alguém queria ler".
E você, daqui, da sua cabeça, começa imaginar como o outro deve ser. "O que será que as pessoas estão fazendo?" lhe vem a cabeça.
O café acaba. Você abaixa a cabeça de novo. A música continua, parte do ambiente. Aliás, até você vira parte do ambiente, vira cenário. E o que se passa são as pessoas que você conhece: uma garota que gosta de escrever, um amigo que só joga poker e não tem paciência pra ler nada, um professor que procura algo que você não sabe, uma outra garota que tem olhos inconfundíveis, um outro amigo que só ouve funk e aquelas coisas que colocam pra ele ouvir, e aquele colega de trabalho que só fala de problemas, e vai indo....
Você cansa, então, de tentar pensar nas pessoas. Tenta não generalizar, mas vai se tornando complicado.
De novo, o papel. Ainda está lá escrito as suas palavras.
Acho que encontrei.
Bate uma vontade insuportável de apagar as três palavras. Não adianta, isso não vai sair daí. Eu não encontrei, essa é a verdade.
Você então procura mais café, o café já acabou faz tempo.
Você então lembra que tudo acaba.
Pra quê quero fazer isso, se tudo acaba?
Então você lembra de toda merda que parece ser eterna. Se tudo acaba, porque a violência continua? Porque o tédio continua? Porque essa esperança continua?
Nem a certeza de que tudo acaba você tem. Então, continua.
Parece a coisa mais heróica do mundo, mas não é. Não tem heroísmo algum. Na realidade, ainda é uma pessoa, num dia de chuva, ouvindo a mesma música, de braços cruzados e a cabeça encostada nos braços.
E você fecha os olhos.
Acho que encontrei
Te encontrei
Aqui
Mais três palavras. Dá vontade de envolver toda a situação, os olhos fechados, a revelação da sua necessidade de atenção, o seu futuro, e tudo que passou, tudo! Colocar tudo nos próximos versos.
Mas vai ser muita coisa, tanta coisa, que enquanto vai passando pela sua cabeça, você vai esquecendo.
E no final, você resume tudo:
Acho que encontrei
Te encontrei
Aqui.
Fique, por favor.
É, eu sei. Pra quem não acompanha o processo, os versos não fazem sentido.
Espero que pra você, eles façam.
Porque eu não aguento mais quando eles não fazem sentido.
E escrevo por isso.
- x -
Essa postagem saiu também no Autores S/A. (http://autoressa.blogspot.com) Mas acho que vai ser a única postagem que os dois blogs vão ter em comum.
Era dia, uma manhã cinza. A mesma música estava tocando já tinha mais de horas.
Quase um ritual de escritor.
Se você não se importa, quero te pedir uma coisa.
Quero que você acompanhe o processo, acompanhe o passo-a-passo de como nasce um texto chato daqueles que nem eu consigo ler até o final. Um texto, que acidentalmente, vai se tornando obscuro ao invés de profundo, que vai se tornando sincero ao invés de interessante, que vai se mesclando comigo ao invés de parecer contigo.
Porque, além do café, da chuva, da manhã cinza e da música, quero que você me imagine. Ou imagine a si mesmo(a) sentado aqui, com a cabeça abaixada, os braços cruzados, o rosto encostado nos braços. E no fundo, no fundo, você tentando não prestar atenção em nada, só nos próprios pensamentos. Você imagina um campo, uma casa, um cenário. Uma lareira. Tenta buscar coisas quentes, mensagens positivas, cenas diferentes.
Levanta o rosto, olha pro papel em branco. "Não, não é isso", pensa. Toma outro gole do café que está esfriando, ergue os olhos, enfrenta o papel de novo.
Um "pra quê estou fazendo isso?" passa pela sua cabeça.
Você escreve três palavras:
Acho que encontrei.
"E agora, José?" é o que você diz pra si mesmo, lembrando dos versos tão famosos.
Aí você lembra pra quê está fazendo isso. E guarda segredo, acha que é errado, suspeita de ser um invejoso. Como um invejoso pode escrever sem sentir-se culpado?
E vem a culpa.
E você lembra: "Não, isso não é pra mim, isso não é por mim, não vou escrever só pra mim. Vou escrever algo que alguém queria ler".
E você, daqui, da sua cabeça, começa imaginar como o outro deve ser. "O que será que as pessoas estão fazendo?" lhe vem a cabeça.
O café acaba. Você abaixa a cabeça de novo. A música continua, parte do ambiente. Aliás, até você vira parte do ambiente, vira cenário. E o que se passa são as pessoas que você conhece: uma garota que gosta de escrever, um amigo que só joga poker e não tem paciência pra ler nada, um professor que procura algo que você não sabe, uma outra garota que tem olhos inconfundíveis, um outro amigo que só ouve funk e aquelas coisas que colocam pra ele ouvir, e aquele colega de trabalho que só fala de problemas, e vai indo....
Você cansa, então, de tentar pensar nas pessoas. Tenta não generalizar, mas vai se tornando complicado.
De novo, o papel. Ainda está lá escrito as suas palavras.
Acho que encontrei.
Bate uma vontade insuportável de apagar as três palavras. Não adianta, isso não vai sair daí. Eu não encontrei, essa é a verdade.
Você então procura mais café, o café já acabou faz tempo.
Você então lembra que tudo acaba.
Pra quê quero fazer isso, se tudo acaba?
Então você lembra de toda merda que parece ser eterna. Se tudo acaba, porque a violência continua? Porque o tédio continua? Porque essa esperança continua?
Nem a certeza de que tudo acaba você tem. Então, continua.
Parece a coisa mais heróica do mundo, mas não é. Não tem heroísmo algum. Na realidade, ainda é uma pessoa, num dia de chuva, ouvindo a mesma música, de braços cruzados e a cabeça encostada nos braços.
E você fecha os olhos.
Acho que encontrei
Te encontrei
Aqui
Mais três palavras. Dá vontade de envolver toda a situação, os olhos fechados, a revelação da sua necessidade de atenção, o seu futuro, e tudo que passou, tudo! Colocar tudo nos próximos versos.
Mas vai ser muita coisa, tanta coisa, que enquanto vai passando pela sua cabeça, você vai esquecendo.
E no final, você resume tudo:
Acho que encontrei
Te encontrei
Aqui.
Fique, por favor.
É, eu sei. Pra quem não acompanha o processo, os versos não fazem sentido.
Espero que pra você, eles façam.
Porque eu não aguento mais quando eles não fazem sentido.
E escrevo por isso.
- x -
Essa postagem saiu também no Autores S/A. (http://autoressa.blogspot.com) Mas acho que vai ser a única postagem que os dois blogs vão ter em comum.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Rosnando
É.
Quero xingar e não consigo.
In... fer... no.
Sinto muito. Mas conversar não resolve. Não lembro o que você disse.
Não dizemos a mesma coisa
Nem se usarmos as mesmas palavras.
Eu passei a noite mostrando-lhe meus medos,
Pra você no fim só dizer: "boa-noite"
Eu tento esconder isso,
Mas minha única verdade
É que me decepciono.
Mas você só faz questão
De mostrar sua decepção.
A minha, escondo.
Saiu agora, só porque está tudo fora de controle.
Você esqueceu, você disse que nunca soube.
As pessoas dependem das outras pessoas, você não admite.
Diz que isso fere sua sensação de ser livre.
Tem vergonha de depender e orgulho dessa solidão.
Pois então,
A falta de razão
Venceu.
Deixa o sangue pingar.
Fazer o moinho girar.
Porque não sei da onde vem a coragem.
Se é mesmo coragem essa palhaçada
Que você veio exigir de mim.
Quero xingar e não consigo.
In... fer... no.
Sinto muito. Mas conversar não resolve. Não lembro o que você disse.
Não dizemos a mesma coisa
Nem se usarmos as mesmas palavras.
Eu passei a noite mostrando-lhe meus medos,
Pra você no fim só dizer: "boa-noite"
Eu tento esconder isso,
Mas minha única verdade
É que me decepciono.
Mas você só faz questão
De mostrar sua decepção.
A minha, escondo.
Saiu agora, só porque está tudo fora de controle.
Você esqueceu, você disse que nunca soube.
As pessoas dependem das outras pessoas, você não admite.
Diz que isso fere sua sensação de ser livre.
Tem vergonha de depender e orgulho dessa solidão.
Pois então,
A falta de razão
Venceu.
Deixa o sangue pingar.
Fazer o moinho girar.
Porque não sei da onde vem a coragem.
Se é mesmo coragem essa palhaçada
Que você veio exigir de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)
