Deeeeeeeeeeeeus, me proteja,
Faça com que não a veja
Porque se eu a ver vai doer
Que nem tiro de escopeta
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Uma música que conta duas histórias
Não posso afirmar com certeza absoluta, mas acredito que a música "Refrão de Bolero" do Gessinger contas duas histórias.
A primeira, na versão original, agitada, desesperada, Gessinger está pedindo desculpas o quanto tem que pedir. Está arrependido de algo. Ele chama a Ana e conta pra ela o como seu erro infantil está perseguindo-o.
Mas na segunda versão, do acústico, ele não chama mais ela. Ana não aparece na música mais, embora os versos que rimem com seu nome continuem (sacana/cigana/engana). O único arrependimento dele aparece quando ele diz "eu fui sincero, sincero"... Dessa vez, é como se ao invés dele pedir desculpa, ela que devesse desculpa à ele.
Ele tirou uma palavra da música... e mudou o ponto de vista inteiro da música. Virou a mesa com uma única cartada.
Que coisa, não?
A primeira, na versão original, agitada, desesperada, Gessinger está pedindo desculpas o quanto tem que pedir. Está arrependido de algo. Ele chama a Ana e conta pra ela o como seu erro infantil está perseguindo-o.
Mas na segunda versão, do acústico, ele não chama mais ela. Ana não aparece na música mais, embora os versos que rimem com seu nome continuem (sacana/cigana/engana). O único arrependimento dele aparece quando ele diz "eu fui sincero, sincero"... Dessa vez, é como se ao invés dele pedir desculpa, ela que devesse desculpa à ele.
Ele tirou uma palavra da música... e mudou o ponto de vista inteiro da música. Virou a mesa com uma única cartada.
Que coisa, não?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Você já viu o filme "Efeito Borboleta"? (não lembro o nome no original).... bem, espero que sim. Se não, lá vem spoiler.
Enfim, caso não conheça a história do filme, se trata de um garoto que tem a habilidade de voltar no tempo através de memórias dele. Ele volta no tempo e altera uma porrada de coisas, de acordo com que acha que vai trazer o futuro melhor... Mas o futuro melhor que ele imagina, no geral, é terminando com a garota que ele gosta e com os amigos em situação boa.
Só que ele não consegue. Ele tenta de toda maneira, e não consegue.
No final, ele olha pra ela e diz:
- Eu te odeio, vou matar toda sua família se me ver novamente... (ou algo do tipo).
Ele diz isso porque precisa se afastar dela. Porque é a única maneira do futuro se acertar.
Merda, cara, isso tá errado. Isso tá completamente errado. E de certa maneira, cabei de passar por isso. Acabei de fazer isso (ou fizeram comigo? não sei).
Eu não sei voltar no tempo. Mas aprendi a dizer "nunca mais". Nunca mais é nada mais que um "até logo" pra aqueles que você acha mala. Sabe? (essas últimas duas frase foram as maiores mentiras da minha vida, mas faz de conta que não são, please).
Disseram nunca mais pra mim.
É a única maneira... do futuro... se acertar?
Enfim, caso não conheça a história do filme, se trata de um garoto que tem a habilidade de voltar no tempo através de memórias dele. Ele volta no tempo e altera uma porrada de coisas, de acordo com que acha que vai trazer o futuro melhor... Mas o futuro melhor que ele imagina, no geral, é terminando com a garota que ele gosta e com os amigos em situação boa.
Só que ele não consegue. Ele tenta de toda maneira, e não consegue.
No final, ele olha pra ela e diz:
- Eu te odeio, vou matar toda sua família se me ver novamente... (ou algo do tipo).
Ele diz isso porque precisa se afastar dela. Porque é a única maneira do futuro se acertar.
Merda, cara, isso tá errado. Isso tá completamente errado. E de certa maneira, cabei de passar por isso. Acabei de fazer isso (ou fizeram comigo? não sei).
Eu não sei voltar no tempo. Mas aprendi a dizer "nunca mais". Nunca mais é nada mais que um "até logo" pra aqueles que você acha mala. Sabe? (essas últimas duas frase foram as maiores mentiras da minha vida, mas faz de conta que não são, please).
Disseram nunca mais pra mim.
É a única maneira... do futuro... se acertar?
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Aluna perdida?
- Hmn... e se eu indicasse alguém para ser sua aluna? - Perguntei a ela, com firmeza.
- Aluna? Como assim?
- Ué, aluna. Pra aprender contigo.
- Ih, Fernando, você pirou de vez. - em tom de escárnio. Ela parou, riu um pouco e continuou:
- O que você acha que eu teria pra ensinar? Não sou formada em nada e...
Eu dei um suspiro. Daqueles impacientes.
- Você ensinaria sobre a vida.
- Como assim?
- Você aprendeu várias coisas com a vida que levou, não aprendeu? Coisas sobre sexo, homens, mulheres, emprego, falsidade... sobre escrever. A menina que quero que seja sua aluna também precisa aprender sobre essas coisas. E ela também gosta de escrever. Deixar ela sozinha seria um desperdício.
Ela silenciou... dessa vez foi ela quem suspirou impaciente.
- Olha Fernando... o que você tá me pedindo é completamente sem pé nem cabeça. Você quer que eu ensine ela a escrever? É isso?
- Não. Não é só isso...
- Então, o que você quer? Que eu conheça uma desconhecida que não tem nada a ver comigo, e comece a dar conselhos e palpites sobre o que ela deve ou não fazer?
- Não são "conselhos e palpites". Guie ela. É isso.
- Guiar? Puta merda, Fernando. Eu não sei nem pra onde eu tô indo.
- Mas...é, você tá certa. Deixa pra lá...
Fez-se um silêncio inquietante...
E aí na hora que levantei pra sair, ela disse:
- Mas porque você quer que ela seja minha aluna?
- Não sei. Tive essa intuição só.
- Hmn... e foi só intuição?
- Não importa. Você não topou.
- Você vai me deixar curiosa, é?
Vou. E fui embora.
- Aluna? Como assim?
- Ué, aluna. Pra aprender contigo.
- Ih, Fernando, você pirou de vez. - em tom de escárnio. Ela parou, riu um pouco e continuou:
- O que você acha que eu teria pra ensinar? Não sou formada em nada e...
Eu dei um suspiro. Daqueles impacientes.
- Você ensinaria sobre a vida.
- Como assim?
- Você aprendeu várias coisas com a vida que levou, não aprendeu? Coisas sobre sexo, homens, mulheres, emprego, falsidade... sobre escrever. A menina que quero que seja sua aluna também precisa aprender sobre essas coisas. E ela também gosta de escrever. Deixar ela sozinha seria um desperdício.
Ela silenciou... dessa vez foi ela quem suspirou impaciente.
- Olha Fernando... o que você tá me pedindo é completamente sem pé nem cabeça. Você quer que eu ensine ela a escrever? É isso?
- Não. Não é só isso...
- Então, o que você quer? Que eu conheça uma desconhecida que não tem nada a ver comigo, e comece a dar conselhos e palpites sobre o que ela deve ou não fazer?
- Não são "conselhos e palpites". Guie ela. É isso.
- Guiar? Puta merda, Fernando. Eu não sei nem pra onde eu tô indo.
- Mas...é, você tá certa. Deixa pra lá...
Fez-se um silêncio inquietante...
E aí na hora que levantei pra sair, ela disse:
- Mas porque você quer que ela seja minha aluna?
- Não sei. Tive essa intuição só.
- Hmn... e foi só intuição?
- Não importa. Você não topou.
- Você vai me deixar curiosa, é?
Vou. E fui embora.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Pro Voltinha
Voltinha,
É como vou chamá-lo
Pois vez ou outra
Você cisma com uma coisa
E quando perco à rédea
Volta a me rodear
Voltinha,
Não tem volta
Nem toda sua revolta
Vai fazer ela voltar...
Vou precisar de ajuda para ajudá-lo
Eu sei que é complicado (ah, e como sei)
Também não gosto de finais,
Mas afinal, não haverá paz
Se ao invés de seguir em frente
Você sempre quiser voltar atrás
A paz não fica lá trás e você sabe
Se ficasse, bem, admito que não sei
Ainda não sei, mas vou aprender
Não quero mais te ouvir
Se você já me disse isso
Se você só tem isso
A me dizer...
O que mais você tem
Pra me dizer?
É como vou chamá-lo
Pois vez ou outra
Você cisma com uma coisa
E quando perco à rédea
Volta a me rodear
Voltinha,
Não tem volta
Nem toda sua revolta
Vai fazer ela voltar...
Vou precisar de ajuda para ajudá-lo
Eu sei que é complicado (ah, e como sei)
Também não gosto de finais,
Mas afinal, não haverá paz
Se ao invés de seguir em frente
Você sempre quiser voltar atrás
A paz não fica lá trás e você sabe
Se ficasse, bem, admito que não sei
Ainda não sei, mas vou aprender
Não quero mais te ouvir
Se você já me disse isso
Se você só tem isso
A me dizer...
O que mais você tem
Pra me dizer?
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Rascunho de Letragem - Vamos acabar com o baile
Essa galera nova já chega se achando
Achando que por serem tantos
Já são os donos da situação
E que o baile é deles e somente deles
Sobrando pra gente esconder o nosso som (x4) (obs: criar verso ritmado pra intercalar)
{Dá-lhe dá-lhe choro!
Dá-lhe dá-lhe dor!
Essa vai pra quem tá achando que sabe
Não tá sabendo que moda passa, vamos acabar com o baile!
Dá-lhe dá-lhe dor!
Dá-lhe dá-lhe choro!
Não é da minha conta, nem da minha parte
Mas nós vamos, nós vamos acabar, acabar com o baile!} (x2)
(obs: falta o final)
Achando que por serem tantos
Já são os donos da situação
E que o baile é deles e somente deles
Sobrando pra gente esconder o nosso som (x4) (obs: criar verso ritmado pra intercalar)
{Dá-lhe dá-lhe choro!
Dá-lhe dá-lhe dor!
Essa vai pra quem tá achando que sabe
Não tá sabendo que moda passa, vamos acabar com o baile!
Dá-lhe dá-lhe dor!
Dá-lhe dá-lhe choro!
Não é da minha conta, nem da minha parte
Mas nós vamos, nós vamos acabar, acabar com o baile!} (x2)
(obs: falta o final)
domingo, 21 de outubro de 2012
Roses don't speak - Cartola
And again, my hearts
Full of hope beats
While the summer is vanishing...
Anyways...
So, I'm back to the garden
With the sure I should cry
Because I know
You won't back to me...
I complain to the roses,
That's so silly
Roses don't speak
They just exhale
The sweet scent
Stealed from you, oh...
You shall come here
To see my sorrowful eyes,
And, who knows,
Dream my dreams
And so...
Full of hope beats
While the summer is vanishing...
Anyways...
So, I'm back to the garden
With the sure I should cry
Because I know
You won't back to me...
I complain to the roses,
That's so silly
Roses don't speak
They just exhale
The sweet scent
Stealed from you, oh...
You shall come here
To see my sorrowful eyes,
And, who knows,
Dream my dreams
And so...
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Confesso: me sinto mais elogiado quando as pessoas me chamam de bonito do que quando me chamam de inteligente.
Ainda não sei o porquê disso. As teses são:
a) tenho segurança quanto à minha inteligência, mas sou completamente inseguro em relação a minha aparência, por isso prefiro elogio da segunda.
b) por talvez ser afetado por um pseudo-intelectualismo (é uma coisa que tenho medo de sofrer), eu seja na verdade realmente superficial, preferindo aparência do que inteligência, e isso se reflete em preferir os elogios à primeira.
c) elogiar aparência parece que exige mais intimidade do que elogiar inteligência (pelo menos, em relação a mim). E acho que gosto dessa intimidade que se cria. Quase como quando uma pessoa confessa algo.
É... e agora?
Ainda não sei o porquê disso. As teses são:
a) tenho segurança quanto à minha inteligência, mas sou completamente inseguro em relação a minha aparência, por isso prefiro elogio da segunda.
b) por talvez ser afetado por um pseudo-intelectualismo (é uma coisa que tenho medo de sofrer), eu seja na verdade realmente superficial, preferindo aparência do que inteligência, e isso se reflete em preferir os elogios à primeira.
c) elogiar aparência parece que exige mais intimidade do que elogiar inteligência (pelo menos, em relação a mim). E acho que gosto dessa intimidade que se cria. Quase como quando uma pessoa confessa algo.
É... e agora?
Sabe de uma coisa? Acho que deveria ser tomada uma medida pra regularizar ainda mais as pesquisas eleitorais e suas divulgações. Os institutos responsáveis (IBOPE, Datafolha, entre tantos outros...) deveriam ao serem contratadas assinar dois termos para fazer a pesquisa eleitoral: um para/com a contratante, constando nesse termo um anexo que obrigaria a contratante ao divulgar a pesquisa informar toda bibliografia que serviu de base teórica para conduzir a pesquisa. (Mas todo material MESMO!). E o segundo termo seria um termo de responsabilidade, no qual o Instituto em questão se responsabiliza da veracidade do resultado da pesquisa (incluindo margem de erro) com o resultado real, sendo que se houvesse diferença acima ou abaixo da margem de erro, o Instituto seria processado.
Em português claro: se fosse feita uma pesquisa eleitoral de fulano e siclano, na pesquisa foi prevista 40% pra siclano, 60% pra fulano, e com margem de erro de 3%, no resultado final dá fulano 55% e siclano 45%, a pesquisa está errada. E o Instituto que fez a pesquisa tem que ser processado, só não sei exatamente se por fraude, estelionato, má prestação de serviço (É um serviço de pesquisa que não condiz com a realidade) ou algum outro. Acontecendo dessa maneira, os institutos iam ser obrigados a serem mais profissionais, colocando a margem de erro no patamar real e assustador que normalmente é. (Já pensou, abrir o jornal, e ver o Datafolha divulgando as pesquisas de Freixo e Paes com os 14% de margem de erro que ocorreram?)
Em português claro: se fosse feita uma pesquisa eleitoral de fulano e siclano, na pesquisa foi prevista 40% pra siclano, 60% pra fulano, e com margem de erro de 3%, no resultado final dá fulano 55% e siclano 45%, a pesquisa está errada. E o Instituto que fez a pesquisa tem que ser processado, só não sei exatamente se por fraude, estelionato, má prestação de serviço (É um serviço de pesquisa que não condiz com a realidade) ou algum outro. Acontecendo dessa maneira, os institutos iam ser obrigados a serem mais profissionais, colocando a margem de erro no patamar real e assustador que normalmente é. (Já pensou, abrir o jornal, e ver o Datafolha divulgando as pesquisas de Freixo e Paes com os 14% de margem de erro que ocorreram?)
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Histórias de Bom Jardim
Geripapo com mandioca
Junta tudo na vitrola
E deixa o som rolar
Porque quem tem
Tem também que dizer não
E quem pode evita
Dá um boi pra não entrar
Mas uma boiada
Pra ficar na briga.
Mas só mexe quem pode
E não mexe quem quer
Um dia o coelho
Foi mexer com o jacaré
Acontece que o coelho
Correu, correu, correu
E nos últimos trezentos
Jacaré o comeu.
Mas há quem o diga
Numa tarde de sol em libra
Volta o coelho, vermelho e dourado
Pra derrubar o jacaré
Se o jacaré não tomar cuidado.
Junta tudo na vitrola
E deixa o som rolar
Porque quem tem
Tem também que dizer não
E quem pode evita
Dá um boi pra não entrar
Mas uma boiada
Pra ficar na briga.
Mas só mexe quem pode
E não mexe quem quer
Um dia o coelho
Foi mexer com o jacaré
Acontece que o coelho
Correu, correu, correu
E nos últimos trezentos
Jacaré o comeu.
Mas há quem o diga
Numa tarde de sol em libra
Volta o coelho, vermelho e dourado
Pra derrubar o jacaré
Se o jacaré não tomar cuidado.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Desaparecimento
Agora, não pergunte porque, pra quê, no quê, com quem ou por quem. Tô fazendo isso, mas só por isso. Porque é isso que tem ser feito.
Mentira. Tô fazendo isso apenas pra ter uma boa conversa antes de ir dormir. Todo dia acaba assim: eu querendo salvar o dia com uma boa conversa. Pra no dia seguinte, eu ter no que (e talvez, em quem) pensar.
Mentira. Tô fazendo isso apenas pra ter uma boa conversa antes de ir dormir. Todo dia acaba assim: eu querendo salvar o dia com uma boa conversa. Pra no dia seguinte, eu ter no que (e talvez, em quem) pensar.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
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