É, apagão mental.
(por mais inútil que isso seja, significa duas coisas: que tô vivo e tô tentando escrever algo.)
E fica nisso, porque já tá tarde.
terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
Fast Prevision.
Como esta noite vai ser?
Vou passar na sniper, esperar até dar oito horas, pessoal vai ir pra algum bar, procurando uma sinuca pra jogar, não vou ter dinheiro, vou dizer isso, e vou dar uma volta. Vou ver uma menina com as amigas que vai acenar de longe, outra vai me abraçar e dizer que vai encontrar alguém que ela não deve nem saber quem é, eu vou me perguntar "fuck, why not me?" como a música do Leoni, mas não direi isso pra ela.
Vou dizer outro tchau praquela menina que converso sempre pelo msn, mas que só aceno de longe quando à vejo na rua, se tiver dinheiro vou comer alguma coisa, caso contrário vou parar lá na praça e esperar, pensando no que posso fazer.
E nesse momento... nesse momento tem que acontecer alguma coisa. Tem que acontecer.
Vou passar na sniper, esperar até dar oito horas, pessoal vai ir pra algum bar, procurando uma sinuca pra jogar, não vou ter dinheiro, vou dizer isso, e vou dar uma volta. Vou ver uma menina com as amigas que vai acenar de longe, outra vai me abraçar e dizer que vai encontrar alguém que ela não deve nem saber quem é, eu vou me perguntar "fuck, why not me?" como a música do Leoni, mas não direi isso pra ela.
Vou dizer outro tchau praquela menina que converso sempre pelo msn, mas que só aceno de longe quando à vejo na rua, se tiver dinheiro vou comer alguma coisa, caso contrário vou parar lá na praça e esperar, pensando no que posso fazer.
E nesse momento... nesse momento tem que acontecer alguma coisa. Tem que acontecer.
É claro, você não pode enviar armas pelo correio.
"Correio!"
Ser carteiro. Ô trabalinho difícil rapá. Trabalho ingrato. Envolve chamar pessoas desconhecidas na casa delas e esperar ser atendido. Lidar com pessoas desconhecidas sempre é difícil. Tenho um amigo que trabalha com isso, e o raimundos que tocava no rádio naquele momento me lembra esse amigo. Lucca é foda.Em homenagem, vamos fazer de conta que o carteiro que entrega a carta nesse momento é o Lucca.
Mas só que o personagem principal da história não é o meu amigo carteiro. É o rapaz que o atendeu à porta.
Ele usava óculos de grau, tinha o cabelo curto, ao estilo militar, daqueles cortes que você raspa a cabeça e cinco ou seis meses depois ele ainda está baixinho, se recompondo do crime. Não dá pra realçar alguma característica do rosto dele, nem da sua estatura.
Aparentemente, era um cara normal, disfarçável, fácil de esquecer ou confundir.
Aparentemente só.
Ah, lembrei de uma característica desse rapaz. Ele tinha olheiras profundas, não tinha durmido direito. Isso, aliás,e vocês vão descobrir, já dizia muito sobre a personalidade dele.
Esse carinha não tinha durmido porque passou a noite com a consciência pesada.
Pesada do quê?
Ah, isso é fácil de responder. Eram as mesmas preocupações de sempre. Significado das coisas. Futuro. Tédio. Hipocrisia... essas coisas que sempre afligem as pessoas que gastam mais tempo pensando que agindo.
- Correio!
Era uma caixa marrom, do tamanho duma caixa de sapato. Lucca pediu a assinatura do rapaz e reparou nos mesmo detalhes do rosto dele que eu acabei de descrever. Só que Lucca é um cara boa praça, naturalmente preocupado com as pessoas, e disse:
- Hey cara, você não me parece legal... tá tudo bem?
- Hmn... está, está sim. - mentiu o rapaz.
Lucca era um cara legal. Ele sabia que era mentira do rapaz, mas sabia também que se o rapaz quisesse dizer o que lhe afligia, teria dito. Então não precisava insistir.
- Obrigado. - disse cordialmente o rapaz, depois de ter assinado e entregado a Lucca a prancheta que fica as assinaturas.
Lucca entregou nele o pacote.
- Que isso, cara. Valeu. - disse simpaticamente Lucca e se foi. Afinal, Lucca tem que continuar com seu serviço.
O rapaz entrou pra casa dele (ou seja lá onde estiver morando, república, apartamente, ponte, whatever) e foi abrir o pacote, sem muita curiosidade. Era pesado. Ele não esperava nada, não conhecia o remetente, mas também não tava ansioso.
Tinha duas coisas... uma carta e um punhal.
Ser carteiro. Ô trabalinho difícil rapá. Trabalho ingrato. Envolve chamar pessoas desconhecidas na casa delas e esperar ser atendido. Lidar com pessoas desconhecidas sempre é difícil. Tenho um amigo que trabalha com isso, e o raimundos que tocava no rádio naquele momento me lembra esse amigo. Lucca é foda.Em homenagem, vamos fazer de conta que o carteiro que entrega a carta nesse momento é o Lucca.
Mas só que o personagem principal da história não é o meu amigo carteiro. É o rapaz que o atendeu à porta.
Ele usava óculos de grau, tinha o cabelo curto, ao estilo militar, daqueles cortes que você raspa a cabeça e cinco ou seis meses depois ele ainda está baixinho, se recompondo do crime. Não dá pra realçar alguma característica do rosto dele, nem da sua estatura.
Aparentemente, era um cara normal, disfarçável, fácil de esquecer ou confundir.
Aparentemente só.
Ah, lembrei de uma característica desse rapaz. Ele tinha olheiras profundas, não tinha durmido direito. Isso, aliás,e vocês vão descobrir, já dizia muito sobre a personalidade dele.
Esse carinha não tinha durmido porque passou a noite com a consciência pesada.
Pesada do quê?
Ah, isso é fácil de responder. Eram as mesmas preocupações de sempre. Significado das coisas. Futuro. Tédio. Hipocrisia... essas coisas que sempre afligem as pessoas que gastam mais tempo pensando que agindo.
- Correio!
Era uma caixa marrom, do tamanho duma caixa de sapato. Lucca pediu a assinatura do rapaz e reparou nos mesmo detalhes do rosto dele que eu acabei de descrever. Só que Lucca é um cara boa praça, naturalmente preocupado com as pessoas, e disse:
- Hey cara, você não me parece legal... tá tudo bem?
- Hmn... está, está sim. - mentiu o rapaz.
Lucca era um cara legal. Ele sabia que era mentira do rapaz, mas sabia também que se o rapaz quisesse dizer o que lhe afligia, teria dito. Então não precisava insistir.
- Obrigado. - disse cordialmente o rapaz, depois de ter assinado e entregado a Lucca a prancheta que fica as assinaturas.
Lucca entregou nele o pacote.
- Que isso, cara. Valeu. - disse simpaticamente Lucca e se foi. Afinal, Lucca tem que continuar com seu serviço.
O rapaz entrou pra casa dele (ou seja lá onde estiver morando, república, apartamente, ponte, whatever) e foi abrir o pacote, sem muita curiosidade. Era pesado. Ele não esperava nada, não conhecia o remetente, mas também não tava ansioso.
Tinha duas coisas... uma carta e um punhal.
sábado, 10 de julho de 2010
Calma, é só um poema.
Nefel.
Ela precisa dum susto
Pra poder acordar
Mas não gosto
De ter que assustá-la
Já basta de medos
Os vultos e fantasmas
Que cercam-na nos becos
Cheios de ameaças
De quem ela precisa?
Ela diz que de ninguém
Mas diz também
Que se sente solitária
E que isso não basta
De quem ela precisa?
Do que entra no sonho dela
E vai lá salvá-la?
Ou do cara que a sacode
E tenta acordá-la?
Ela precisa dum susto
Pra poder acordar
Mas não gosto
De ter que assustá-la
Já basta de medos
Os vultos e fantasmas
Que cercam-na nos becos
Cheios de ameaças
De quem ela precisa?
Ela diz que de ninguém
Mas diz também
Que se sente solitária
E que isso não basta
De quem ela precisa?
Do que entra no sonho dela
E vai lá salvá-la?
Ou do cara que a sacode
E tenta acordá-la?
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Versionar
Hoje peguei meu violão (meu não, esse aqui é do Léo) e estava ouvindo "I am Mine", do Pearl Jam. Fui acompanhando a música, como há tempos não fazia (lutando contra o ritmo!) e bem... why not translate that fucking sound?
I Am Mine - Eu sou só meu. (é mais uma adaptação pra tentar cantar em português do que tradução)
Eles que são egoístas demais
Tem fé que o tempo voltará atrás
Isso talvez só seja errar
E isso eu vou evitar
O norte tem do sul o que sempre terá
E eu também sei que isso não mudará
Tudo que nasce algum dia morrerá
O que há no meio é meu
Eu sou só meu
E os sentidos
Deixados pra trás
E a inocência
Só se desfaz
Significados
Por trás d'olhar
Que só será seu
Se você ficar
E choro, então, forma um mar
Refletindo, além do luar,
A dor que cresce ao se negar
E isso eu vou evitar
Só eu posso tentar.
E os sentidos
Deixados pra trás
E a inocência
Só se desfaz
Significados
Por trás d'olhar
Que só será seu
Se você ficar
I Am Mine - Eu sou só meu. (é mais uma adaptação pra tentar cantar em português do que tradução)
Eles que são egoístas demais
Tem fé que o tempo voltará atrás
Isso talvez só seja errar
E isso eu vou evitar
O norte tem do sul o que sempre terá
E eu também sei que isso não mudará
Tudo que nasce algum dia morrerá
O que há no meio é meu
Eu sou só meu
E os sentidos
Deixados pra trás
E a inocência
Só se desfaz
Significados
Por trás d'olhar
Que só será seu
Se você ficar
E choro, então, forma um mar
Refletindo, além do luar,
A dor que cresce ao se negar
E isso eu vou evitar
Só eu posso tentar.
E os sentidos
Deixados pra trás
E a inocência
Só se desfaz
Significados
Por trás d'olhar
Que só será seu
Se você ficar
terça-feira, 6 de julho de 2010
Estou perdido, sei que estou
Quer definições?
Okay, vou enfiar goela abaixo definições, do jeito que aprendi.
Primeiro, paranóia. Paranóia é quando dizem que você é inteligente e você sabe que estão sendo sarcásticos.
Segundo, introspectivo. Instrospectivo é aquele que não terá chance nenhuma além de ser um amigo.
Terceiro, terceiro... Hmn, okay, não quero que você se engasgue. Parei de enfiar definições goela abaixo. Pode respirar.
Por favor, respira. Diz pra mim que tá tudo bem.
Por favor, respira...
Respira!
Okay, vou enfiar goela abaixo definições, do jeito que aprendi.
Primeiro, paranóia. Paranóia é quando dizem que você é inteligente e você sabe que estão sendo sarcásticos.
Segundo, introspectivo. Instrospectivo é aquele que não terá chance nenhuma além de ser um amigo.
Terceiro, terceiro... Hmn, okay, não quero que você se engasgue. Parei de enfiar definições goela abaixo. Pode respirar.
Por favor, respira. Diz pra mim que tá tudo bem.
Por favor, respira...
Respira!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Entender.
Ela olhou pro que tinha acabado de escrever.
Era sobre aqueles assuntos que você não gasta tempo pensando, mas quando o assunto vem à tona, você lembra quanto tempo já gastou pensando nisso, e o quanto ainda tem pra falar sobre tal coisa, e aos poucos todas as teorias vão voltando. Algumas trazem risadas, outras trazem perguntas, outras ela simplesmente afasta da cabeça.
Era um poema. Eu estava do lado dela, lendo o poema com os olhos. Ela olhava pro poema, pra mim, pro poema. Imagino que ela estava tentando ler minhas expressões, pra saber o que eu ia responder antes de me pronunciar.
- Er... Hmn...
- Então?
"Então... então... então..." É, eu tinha alguns segundos pra ter uma opinião sobre algo que eu precisaria de dias e dias de conversa pra pegar todos os detalhes. Eu tinha entendido o contexto do poema, reparado na simetria, na falta de rimas, na repetição da palavra "face", mas não era isso que me interessava. O que eu queria, olhando pra ela, era falar algo diferente. O poema fazia um tipo de pergunta/desafio que eu queria responder pra ela, mas acho que ela não queria ouvir uma resposta. E eu mesmo tinha perguntas sobre o poema, mas que na verdade funcionariam mais pra entender ela... Deus, eu já tô até esquecendo o poema só pra tentar entender ela, quando na verdade o que ela deve estar querendo é que eu a esqueça e entenda o poema.
Não, ela não quer que eu a esqueça. Quando eu escrevo, eu não quero que esqueçam que atrás dessas palavras tem uma alma. (uma alma quase paranóica)
Olhei pra ela e respondi:
- Esse poema me deu uma ideia.
- É mesmo? Qual?
- Me empresta a caneta?
Peguei a caneta. E agora?
Se eu disser que esqueci o que ia escrever (porque, na verdade, eu não pensei em nada pra escrever) ela só vai se decepcionar. E, se eu depender dum improviso milagroso, provavelmente vai sair algo ruim. Não era bem uma situação pra improviso.
Tem uma alma por trás da caneta, por isso que não posso escrever qualquer coisa.
Putz, é isso!
- x -
Ela:
- Vai demorar?
- Ah, desculpa. É que não tô conseguindo fazer o que queria.
- Hmn... se você rabiscasse menos, talvez conseguisse.
Eu fiquei quieto... na verdade, pelo menos nos rabiscos, eu sei que acerto. Porque se rabisquei, é porque falei algo que não queria falar. Ou que não soava original. Ou que poderia ser entendido errado. E fazer poemas tem disso: fazer a parte difícil, pra que quem leia ache fácil ler. Olhei pra ela... deu até vontade de perguntar se ela passava pelo mesmo na hora que escrevia, ou se ela simplesmente escrevia.
- Hmn... daqui a cinco minutos tenho que ir.
Okay, cinco minutos. Droga, vou acabar escrevendo um "Hey, esqueça o tempo e fique aqui. Porque eu acredito em você, acredito na liberdade, em todas suas faces e preciso sempre de você"...
Nah, não é um poema de amor dela, não vou responder com um poema de amor. Mas só tenho cinco minutos, talvez agora sejam quatro.
- Droga, não era isso que eu queria dizer - cabei confessando, sem mais nem menos.
- E o que você queria dizer, então?
Olhei pra ela. Puta que pariu! Podia ser simples e eu dizer: Não queria dizer nada, queria era estar contigo mesmo.
Mas, novamente, depende do que ela quer. E nesse momento, ela quer saber o que eu queria dizer.
E eu tô mais na praia do "Tanto faz o que eu queria dizer" sem parecer que estava enrolando ela. Porque, sinceramente, tanto faz. Vou ficar agindo como um apaixonado do mesmo jeito, quieto ou falando.
- Acho que o que eu queria dizer era algo que você já ouviu.
E morreu nisso, sem eu saber se ela entendeu ou não.
Era sobre aqueles assuntos que você não gasta tempo pensando, mas quando o assunto vem à tona, você lembra quanto tempo já gastou pensando nisso, e o quanto ainda tem pra falar sobre tal coisa, e aos poucos todas as teorias vão voltando. Algumas trazem risadas, outras trazem perguntas, outras ela simplesmente afasta da cabeça.
Era um poema. Eu estava do lado dela, lendo o poema com os olhos. Ela olhava pro poema, pra mim, pro poema. Imagino que ela estava tentando ler minhas expressões, pra saber o que eu ia responder antes de me pronunciar.
- Er... Hmn...
- Então?
"Então... então... então..." É, eu tinha alguns segundos pra ter uma opinião sobre algo que eu precisaria de dias e dias de conversa pra pegar todos os detalhes. Eu tinha entendido o contexto do poema, reparado na simetria, na falta de rimas, na repetição da palavra "face", mas não era isso que me interessava. O que eu queria, olhando pra ela, era falar algo diferente. O poema fazia um tipo de pergunta/desafio que eu queria responder pra ela, mas acho que ela não queria ouvir uma resposta. E eu mesmo tinha perguntas sobre o poema, mas que na verdade funcionariam mais pra entender ela... Deus, eu já tô até esquecendo o poema só pra tentar entender ela, quando na verdade o que ela deve estar querendo é que eu a esqueça e entenda o poema.
Não, ela não quer que eu a esqueça. Quando eu escrevo, eu não quero que esqueçam que atrás dessas palavras tem uma alma. (uma alma quase paranóica)
Olhei pra ela e respondi:
- Esse poema me deu uma ideia.
- É mesmo? Qual?
- Me empresta a caneta?
Peguei a caneta. E agora?
Se eu disser que esqueci o que ia escrever (porque, na verdade, eu não pensei em nada pra escrever) ela só vai se decepcionar. E, se eu depender dum improviso milagroso, provavelmente vai sair algo ruim. Não era bem uma situação pra improviso.
Tem uma alma por trás da caneta, por isso que não posso escrever qualquer coisa.
Putz, é isso!
- x -
Ela:
- Vai demorar?
- Ah, desculpa. É que não tô conseguindo fazer o que queria.
- Hmn... se você rabiscasse menos, talvez conseguisse.
Eu fiquei quieto... na verdade, pelo menos nos rabiscos, eu sei que acerto. Porque se rabisquei, é porque falei algo que não queria falar. Ou que não soava original. Ou que poderia ser entendido errado. E fazer poemas tem disso: fazer a parte difícil, pra que quem leia ache fácil ler. Olhei pra ela... deu até vontade de perguntar se ela passava pelo mesmo na hora que escrevia, ou se ela simplesmente escrevia.
- Hmn... daqui a cinco minutos tenho que ir.
Okay, cinco minutos. Droga, vou acabar escrevendo um "Hey, esqueça o tempo e fique aqui. Porque eu acredito em você, acredito na liberdade, em todas suas faces e preciso sempre de você"...
Nah, não é um poema de amor dela, não vou responder com um poema de amor. Mas só tenho cinco minutos, talvez agora sejam quatro.
- Droga, não era isso que eu queria dizer - cabei confessando, sem mais nem menos.
- E o que você queria dizer, então?
Olhei pra ela. Puta que pariu! Podia ser simples e eu dizer: Não queria dizer nada, queria era estar contigo mesmo.
Mas, novamente, depende do que ela quer. E nesse momento, ela quer saber o que eu queria dizer.
E eu tô mais na praia do "Tanto faz o que eu queria dizer" sem parecer que estava enrolando ela. Porque, sinceramente, tanto faz. Vou ficar agindo como um apaixonado do mesmo jeito, quieto ou falando.
- Acho que o que eu queria dizer era algo que você já ouviu.
E morreu nisso, sem eu saber se ela entendeu ou não.
domingo, 4 de julho de 2010
E disso tudo, tirei duas conclusões:
Gravei hoje com Gordo, Bernardo e Laís o cast pro tetadegordo.
Gordo vai fazer a edição ainda antes de colocar no ar...
E antes disso: bebemos, jogamos sinuca, vimos um bêbado sendo expulso do bar, ouvimos karaôke com pagodes antigos, contamos histórias e rimos dos casos e acasos de cada um.
Mas disso tudo, concluí somente que falar não é comigo. Não sou um narrador nato das minhas ideias. Nem mesmo gosto de me ouvir. Sou de escrever, não de falar. Porque escrevendo, você pode seguir uma linha de raciocinio própria. Já quando se está falando, essa linha de raciocinio não é só sua, é também de quem está na sua frente, segurando a língua pronto pra atacar qualquer erro, elogiar qualquer acerto e rir do que convir. Então, fico na minha de escrever mesmo. (mas não me xingue agora, ainda não.)
(não me xinga não. Eu ia, juro que ia, escrever sobre uma história nova, hoje/ontem, mas não deu.)
(e se você tiver lendo isso e perguntando: "Mas ein? Ele tá falando com quem?" não se preocupa, sou eu falando comigo mesmo.)
Ah, eu lembrei duma coisa.
Eu não gosto de finais. Mas tava um dia desses pensando e cheguei a uma conclusão que até me desagradou.
Quando começo uma história, poesia ou conto, e não termino, na verdade, não estou adiando o final, e sim adiantando. A história acaba, sempre. Mesmo que eu escreva o final dela ou não. ( e nisso, explica-se o simples: uma história sem final na verdade é uma história que acabou cedo demais) E a única coisa que posso fazer é ir escrevendo, aumentando, completando, tentando adiar o final.
Cuida de nós, aliás, significa isso. Cuida de nós, apenas pra adiar o final que um dia nós dois teremos.
Então, se cuida. Sem o nós. Essa história do nós só vale pra spiegel, e assim sempre será.
Gordo vai fazer a edição ainda antes de colocar no ar...
E antes disso: bebemos, jogamos sinuca, vimos um bêbado sendo expulso do bar, ouvimos karaôke com pagodes antigos, contamos histórias e rimos dos casos e acasos de cada um.
Mas disso tudo, concluí somente que falar não é comigo. Não sou um narrador nato das minhas ideias. Nem mesmo gosto de me ouvir. Sou de escrever, não de falar. Porque escrevendo, você pode seguir uma linha de raciocinio própria. Já quando se está falando, essa linha de raciocinio não é só sua, é também de quem está na sua frente, segurando a língua pronto pra atacar qualquer erro, elogiar qualquer acerto e rir do que convir. Então, fico na minha de escrever mesmo. (mas não me xingue agora, ainda não.)
(não me xinga não. Eu ia, juro que ia, escrever sobre uma história nova, hoje/ontem, mas não deu.)
(e se você tiver lendo isso e perguntando: "Mas ein? Ele tá falando com quem?" não se preocupa, sou eu falando comigo mesmo.)
Ah, eu lembrei duma coisa.
Eu não gosto de finais. Mas tava um dia desses pensando e cheguei a uma conclusão que até me desagradou.
Quando começo uma história, poesia ou conto, e não termino, na verdade, não estou adiando o final, e sim adiantando. A história acaba, sempre. Mesmo que eu escreva o final dela ou não. ( e nisso, explica-se o simples: uma história sem final na verdade é uma história que acabou cedo demais) E a única coisa que posso fazer é ir escrevendo, aumentando, completando, tentando adiar o final.
Cuida de nós, aliás, significa isso. Cuida de nós, apenas pra adiar o final que um dia nós dois teremos.
Então, se cuida. Sem o nós. Essa história do nós só vale pra spiegel, e assim sempre será.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Getting Mad
Ele moveu as mãos..
Devagar...
E olhou pra elas.
Riu sozinho... (quanto menos você pensa, mais você ri, ele pensou.)
E viu que era sangue na mão dele...
...
Quando ela o viu, ele estava sentado na beirada da calçada que fica na frente da casa dela, sentado com as mãos vermelhas segurando a cabeça, olhando pra baixo.
- Fernando! Que você tá fazendo aqui?
- Hã? Ahhh... oi!
- Meu Deus Fernando! O que te aconteceu!? Isso é sangue!?
Ele riu de novo ao ouvir isso.
- Ah, tô bem, não é? Você não gosta de sangue?
Ele disse isso e mostrou as mãos nela. Depois tentou abraça-lá; ela não rejeitou o abraço, apenas deixou ele... Quando ele encostou o rosto dele ao lado do rosto dela, ela pode sentir o cheiro do bafo dele:
- Meu Deus... você bebeu?
Ele olhou pra ela, o olhar desfocou.
Ele abraçou ela de novo e respondeu:
- Talvez... mas... Meu Deus??? Você nem acredita em Deus!
- Fernando, isso é só força de expressão, não mude de assunto. O que aconteceu contigo? - Ela disse isso, empurrando ele sutilmente pra afastá-lo e olhar pro rosto dele.
- Eu... eu...
- Você tá sangrando... e MUITO! Você precisa ir num posto de saúde ou no hospital ver isso!
- Não! - ele falou, a voz tomando um perigoso tom de quase-choro... - Não me leva pra hospital nenhum, por favor... me leva pra sua casa.
- Fernando, você tá bêbado, por favor me escuta...
- Oi - ele disse, encostando o rosto no próprio ombro.
Ela pegou os ombros dele, sacudiu de leve pra tentar capturar a atenção dele, e falou com o tom mais imperativo que podia. ( naturalmente, ela não era boa em ser imperativa. Não gostava de nada imperativo. Mas com bêbados, esse era o único recurso dela)
- Fernando, me escuta. Vou te levar pra um hospital agora, ok?
Ele olhou pra ela. Ela teve a impressão de um por momento ver um flash de consciência passar por entre aqueles olhos castanhos escuros...
- Você não vai fazer isso. - disse ele.
- Mas Fernando, você...
- Você não vai fazer isso. Se você me ama, você não vai fazer isso. - ele falou, soando sério e até eloquente demais pra alguém embriagado.
- Fernando...
- Você me ama?
Ela chegou num impasse, do ponto de vista dele. E do ponto de vista dela, ela só queria tirar ele dali, porque achava que ele só tava falando nada com nada porque tinha bebido e se machucado... Resultou nisso:
- Amo sim, por isso vou te levar no hospital, ok?
- Não!
Ele segurou ela e colocou a cabeça no ombro dela. Ela prendeu a respiração, apreensiva... conhecia ele bem demais, sabia que ele não faria mal, mas naquele momento, não estava tão segura assim.
- Não, não, não... não faz isso... - a voz dele parecia embargada, e quando ela ouviu uma fungada, puxou ele e levantou o rosto dele...
- Fernando... você está... chorando?
Ela nem precisava ter perguntado... os olhos recém-avermelhados e a lágrima que escapava do olho direito dele falavam por si.
- É que... é que... eu... - ele disse, parou, olhando pra ela, e ela só esperou, apesar da mudez desconfortável. - Eu... eu sempre imaginei que ia ouvir que você me ama de um jeito diferente.
- Meu Deus do Céu, Fernando, dá pra você parar com isso? - dessa vez, a voz dela que tinha ganho um tom de pré-choro urgente.
- Tá, tá... vamos falar então de... política! Então, vou votar nulo, você também, pronto. Falamos de política.
A voz dele, meio sarcástica, meio embargada, fez ela fazer uma careta de reprovação.
- Okay, me desculpa... desculpa, desculpa, desculpa. - ele disse, e seguiu dizendo desculpa até que ela falou:
- Fernando, chega!
- Cheguei - ele respondeu. Ela se limitou a fuzilá-lo com o olhar.
Houve então silêncio. Bem, quase silêncio. Ele ainda fungava e limpava os olhos com o nó dos dedos. E ela, impassível, não sabia se chamava alguém pra levá-lo pro hospital, se cedia e o levava pra casa dela pra poder limpar o ferimento da cabeça dele ( que ainda sangrava e isso assustava ela) ou se simplesmente ameaçava deixá-lo ali pra ele sossegar.
- Hey... desculpa. Agora é sério. - ele disse, e continuou. - Me desculpa... é que eu só sei falar de amor. Não queria nem ter começado esse post, essa história, e essa coisa toda pra falar de amor. Mas...
Mas eu simplesmente preciso arrumar um jeito ouvir esse "Amo sim" sem ter que beber demais e machucar a cabeça.
=)
Devagar...
E olhou pra elas.
Riu sozinho... (quanto menos você pensa, mais você ri, ele pensou.)
E viu que era sangue na mão dele...
...
Quando ela o viu, ele estava sentado na beirada da calçada que fica na frente da casa dela, sentado com as mãos vermelhas segurando a cabeça, olhando pra baixo.
- Fernando! Que você tá fazendo aqui?
- Hã? Ahhh... oi!
- Meu Deus Fernando! O que te aconteceu!? Isso é sangue!?
Ele riu de novo ao ouvir isso.
- Ah, tô bem, não é? Você não gosta de sangue?
Ele disse isso e mostrou as mãos nela. Depois tentou abraça-lá; ela não rejeitou o abraço, apenas deixou ele... Quando ele encostou o rosto dele ao lado do rosto dela, ela pode sentir o cheiro do bafo dele:
- Meu Deus... você bebeu?
Ele olhou pra ela, o olhar desfocou.
Ele abraçou ela de novo e respondeu:
- Talvez... mas... Meu Deus??? Você nem acredita em Deus!
- Fernando, isso é só força de expressão, não mude de assunto. O que aconteceu contigo? - Ela disse isso, empurrando ele sutilmente pra afastá-lo e olhar pro rosto dele.
- Eu... eu...
- Você tá sangrando... e MUITO! Você precisa ir num posto de saúde ou no hospital ver isso!
- Não! - ele falou, a voz tomando um perigoso tom de quase-choro... - Não me leva pra hospital nenhum, por favor... me leva pra sua casa.
- Fernando, você tá bêbado, por favor me escuta...
- Oi - ele disse, encostando o rosto no próprio ombro.
Ela pegou os ombros dele, sacudiu de leve pra tentar capturar a atenção dele, e falou com o tom mais imperativo que podia. ( naturalmente, ela não era boa em ser imperativa. Não gostava de nada imperativo. Mas com bêbados, esse era o único recurso dela)
- Fernando, me escuta. Vou te levar pra um hospital agora, ok?
Ele olhou pra ela. Ela teve a impressão de um por momento ver um flash de consciência passar por entre aqueles olhos castanhos escuros...
- Você não vai fazer isso. - disse ele.
- Mas Fernando, você...
- Você não vai fazer isso. Se você me ama, você não vai fazer isso. - ele falou, soando sério e até eloquente demais pra alguém embriagado.
- Fernando...
- Você me ama?
Ela chegou num impasse, do ponto de vista dele. E do ponto de vista dela, ela só queria tirar ele dali, porque achava que ele só tava falando nada com nada porque tinha bebido e se machucado... Resultou nisso:
- Amo sim, por isso vou te levar no hospital, ok?
- Não!
Ele segurou ela e colocou a cabeça no ombro dela. Ela prendeu a respiração, apreensiva... conhecia ele bem demais, sabia que ele não faria mal, mas naquele momento, não estava tão segura assim.
- Não, não, não... não faz isso... - a voz dele parecia embargada, e quando ela ouviu uma fungada, puxou ele e levantou o rosto dele...
- Fernando... você está... chorando?
Ela nem precisava ter perguntado... os olhos recém-avermelhados e a lágrima que escapava do olho direito dele falavam por si.
- É que... é que... eu... - ele disse, parou, olhando pra ela, e ela só esperou, apesar da mudez desconfortável. - Eu... eu sempre imaginei que ia ouvir que você me ama de um jeito diferente.
- Meu Deus do Céu, Fernando, dá pra você parar com isso? - dessa vez, a voz dela que tinha ganho um tom de pré-choro urgente.
- Tá, tá... vamos falar então de... política! Então, vou votar nulo, você também, pronto. Falamos de política.
A voz dele, meio sarcástica, meio embargada, fez ela fazer uma careta de reprovação.
- Okay, me desculpa... desculpa, desculpa, desculpa. - ele disse, e seguiu dizendo desculpa até que ela falou:
- Fernando, chega!
- Cheguei - ele respondeu. Ela se limitou a fuzilá-lo com o olhar.
Houve então silêncio. Bem, quase silêncio. Ele ainda fungava e limpava os olhos com o nó dos dedos. E ela, impassível, não sabia se chamava alguém pra levá-lo pro hospital, se cedia e o levava pra casa dela pra poder limpar o ferimento da cabeça dele ( que ainda sangrava e isso assustava ela) ou se simplesmente ameaçava deixá-lo ali pra ele sossegar.
- Hey... desculpa. Agora é sério. - ele disse, e continuou. - Me desculpa... é que eu só sei falar de amor. Não queria nem ter começado esse post, essa história, e essa coisa toda pra falar de amor. Mas...
Mas eu simplesmente preciso arrumar um jeito ouvir esse "Amo sim" sem ter que beber demais e machucar a cabeça.
=)
No limbo.
Mas uma falta de sincronia tomava conta da cena:
Eram quadros se movendo e pessoas paradas.
Eram quartos escuros e portas claras.
Eram os espaços quebrados, confusos
Confessionais demais
Invadi o sonho dela
E segui sem pena
Ela que esconda seus segredos
Se tá achando que causa medo
Esse excesso de sexo e bobeiras
Que em todo momento ela pensa.
Porque sigo invadindo o sonho dela
Aparecendo, a todo momento
No centro da confusão
Que ela chama de coração.
-x-
Pedaço de poema que merece morrer no limbo.
Por, primeiro, não ser auto-explicativo. E segundo, por não contribuir em nada.
Eram quadros se movendo e pessoas paradas.
Eram quartos escuros e portas claras.
Eram os espaços quebrados, confusos
Confessionais demais
Invadi o sonho dela
E segui sem pena
Ela que esconda seus segredos
Se tá achando que causa medo
Esse excesso de sexo e bobeiras
Que em todo momento ela pensa.
Porque sigo invadindo o sonho dela
Aparecendo, a todo momento
No centro da confusão
Que ela chama de coração.
-x-
Pedaço de poema que merece morrer no limbo.
Por, primeiro, não ser auto-explicativo. E segundo, por não contribuir em nada.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
E eu ainda tinha...
E eu ainda tinha zoado o Bernardo por causa dele ter criado o Twitter...
E cabei de criar um pra mim =X
Caso venha a curiosidade: o primeiro animal que "segui" foi o gazela.
Mas tudo bem, já tenho planos pra essa geringonça além de seguir o gazela.
E cabei de criar um pra mim =X
Caso venha a curiosidade: o primeiro animal que "segui" foi o gazela.
Mas tudo bem, já tenho planos pra essa geringonça além de seguir o gazela.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Ir durmir.
Hey...
Psiu...
Antes de ir durmir, me diz uma coisa aí?
Se você tivesse o poder (poder político, moral, financeiro, militar, whatever...)
O que faria pra que alguém como eu não tentasse tomá-lo?
- // -
Hey...
Psiu...
Deixa eu entender a cabeça de quem manda. Assim como um médico tenta entender não só o corpo, mas também a doença, deixa eu saber o que você faria caso não fosse mais amigo meu.
...
Porque essa estratégia
De ganhar no grito
Gritando pro vazio
É mera ilusão
Não?
Psiu...
Antes de ir durmir, me diz uma coisa aí?
Se você tivesse o poder (poder político, moral, financeiro, militar, whatever...)
O que faria pra que alguém como eu não tentasse tomá-lo?
- // -
Hey...
Psiu...
Deixa eu entender a cabeça de quem manda. Assim como um médico tenta entender não só o corpo, mas também a doença, deixa eu saber o que você faria caso não fosse mais amigo meu.
...
Porque essa estratégia
De ganhar no grito
Gritando pro vazio
É mera ilusão
Não?
sábado, 26 de junho de 2010
Sobre o Vazio Mental durante conversas.
Se você já fez perguntas que sabe que a resposta não é da sua conta, e que em 90% dos casos a pessoa vai dar uma resposta padrão ou uma mentira sincera, mas mesmo assim perguntou, então acho que você sabe o que é o Vazio Mental ao qual vou me referir aqui.
É o momento que você simplesmente já não se interessa na conversa, e sim na pessoa com o qual está conversando, e por causa disso, sempre fará a primeira pergunta que vier na cabeça.
Isso acontece muito entre nossas conversas, principalmente por parte minha, que geralmente prefiro as pessoas com as quais converso do que o assunto do qual falo/ouço.
Só que, naturalmente, das muitas coisas que não consigo, tem uma em especial que eu queria ser capaz de fazer em relação a esse vazio mental das nossas conversas;
Saber em qual momento isso também acontece contigo em relação a mim... quando você simplesmente passa a gostar mais da pessoa com qual está conversando do que do assunto.
É o momento que você simplesmente já não se interessa na conversa, e sim na pessoa com o qual está conversando, e por causa disso, sempre fará a primeira pergunta que vier na cabeça.
Isso acontece muito entre nossas conversas, principalmente por parte minha, que geralmente prefiro as pessoas com as quais converso do que o assunto do qual falo/ouço.
Só que, naturalmente, das muitas coisas que não consigo, tem uma em especial que eu queria ser capaz de fazer em relação a esse vazio mental das nossas conversas;
Saber em qual momento isso também acontece contigo em relação a mim... quando você simplesmente passa a gostar mais da pessoa com qual está conversando do que do assunto.
Do Vestiário até o Estádio
( acho que só em copa do mundo que daria pra escrever algo assim, so...)
- x -
Vou fazer o que um repórter não consegue fazer. Porque já respondi um milhão de vezes a mesma pergunta, e mesmo assim ainda me perguntam. "Qual a expectativa?" ou "Como você se sente antes da estreia?" ou "Tá ansioso pra partida?".
Tudo bem, eu sei que vim pra jogar bola, e não pra pensar em respostas, como um filósofo ou psicólogo.
Mas só que vocês precisam saber a verdade: eu não sinto merda nenhuma. E isso se chama Concentração.
É como uma pessoa que tem medo de altura e você aconselha ela a não olhar pra baixo: um conselho, que em outras palavras, diz: "Cara, esquece que você tá no alto que você não sentirá medo." E é isso que eu faço: Esqueço, simplesmente esqueço dos 180 ou 190 milhões de brasileiros que represento, e sigo em frente.
Não me entendam mal, eu esqueço de vocês por bem. Eu não aguentaria ( na verdade, ninguém aguentaria) a pressão se me lembrasse o tempo todo de vocês. E a melhor maneira de representá-los e fazer jus ao que vocês esperam de mim é esquecê-los. Aí vem um filho da **** de um repórter e me faz essa mesma pergunta de sempre!
Por isso, eu sempre respondo alguma coisa tabelada, padronizada. "Sim, a expectativa é boa" ou "Sim, sempre dá um friozinho na barriga".
Só que essas respostas padronizadas dão a falsa ideia de que sou um idiota e de que todos meus amigos também são, por fazerem a mesma coisa.
Entendam uma coisa simples: eles (repórteres) sempre vão fazer a mesma pergunta, independentemente da resposta que eu der. Então, é simples: se a resposta não faz diferença, não há problema em sempre falar qualquer coisa padronizada.
Só que se vocês realmente acreditarem que uma pessoa é burra por causa disso... bem, não posso fazer nada, né?
Acho que já me expliquei mais do que deveria. Agora, se me dão licença, tenho que subir logo e ir fingir que canto o hino nacional.
- x -
- x -
Vou fazer o que um repórter não consegue fazer. Porque já respondi um milhão de vezes a mesma pergunta, e mesmo assim ainda me perguntam. "Qual a expectativa?" ou "Como você se sente antes da estreia?" ou "Tá ansioso pra partida?".
Tudo bem, eu sei que vim pra jogar bola, e não pra pensar em respostas, como um filósofo ou psicólogo.
Mas só que vocês precisam saber a verdade: eu não sinto merda nenhuma. E isso se chama Concentração.
É como uma pessoa que tem medo de altura e você aconselha ela a não olhar pra baixo: um conselho, que em outras palavras, diz: "Cara, esquece que você tá no alto que você não sentirá medo." E é isso que eu faço: Esqueço, simplesmente esqueço dos 180 ou 190 milhões de brasileiros que represento, e sigo em frente.
Não me entendam mal, eu esqueço de vocês por bem. Eu não aguentaria ( na verdade, ninguém aguentaria) a pressão se me lembrasse o tempo todo de vocês. E a melhor maneira de representá-los e fazer jus ao que vocês esperam de mim é esquecê-los. Aí vem um filho da **** de um repórter e me faz essa mesma pergunta de sempre!
Por isso, eu sempre respondo alguma coisa tabelada, padronizada. "Sim, a expectativa é boa" ou "Sim, sempre dá um friozinho na barriga".
Só que essas respostas padronizadas dão a falsa ideia de que sou um idiota e de que todos meus amigos também são, por fazerem a mesma coisa.
Entendam uma coisa simples: eles (repórteres) sempre vão fazer a mesma pergunta, independentemente da resposta que eu der. Então, é simples: se a resposta não faz diferença, não há problema em sempre falar qualquer coisa padronizada.
Só que se vocês realmente acreditarem que uma pessoa é burra por causa disso... bem, não posso fazer nada, né?
Acho que já me expliquei mais do que deveria. Agora, se me dão licença, tenho que subir logo e ir fingir que canto o hino nacional.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Arrogância: teoria e prática
Boa-noite à todos. ( faz tanto tempo que não faço isso que acho que nem sei mais fazer... então, porque não começar como o William Bonner?)
Noticias do dia: Continuo sem net (isso aqui é um improviso com o laptop do zaca, que ele ganhou do estado em mais uma controversa atitude do caro governador do estado que moro.) e sem previsão de futuro, tendo um dia-a-dia promissor (ideias a mil, aliás... mas eu ainda tô com um impasses teóricos antes de poder explicar as minhas ideias.) e entediante. E, pra quebrar o tédio e arrumar uma desculpa boa pra beber, devo participar do podcast do Gordão assim que ele marcar um dia pra irmos lá. ( http://tetadegordo.blogspot.com ... o cara do apelido "carinhoso" de instrumento musical soy yo. )
Well... as pausas continuam pausadas, o concurso de contos deu num 8º lugar pra mim (eliminado na respecagem, bem a minha cara... mas ao menos, já é uma colocação considerável for the first time) e estou ouvindo "Timidez" do Biquini, enquanto vou tentando lembrar do que eu queria dizer com o título chamativo desse post...
- x -
(ainda tô tentando pegar o ritmo da coisa... o escreve-apaga-escreve-apaga aqui tá û cão!)
Aliás, você já ouviu um "você ainda não me conhece"?
Segunda vez, ontem, voltando pra casa, que eu ouço essa frase. Da mesma pessoa.
Queria falar dessa pessoa um pouco, deixar aqui minhas impressões dela, porque tá tocando "De onde vem a calma", dos Los Hermanos, e eu disse pro Super ( se ele ainda ler isso aqui) que um dia toda atitude estranha, curiosidade excessiva e músicas cantaroladas fariam sentido.
Afinal, você pode não conhecer uma pessoa direito, mas o manual não-escrito sobre arrogância: teoria e prática diz que mesmo assim você tentará e identificará as necessidades dessa pessoa. (você não, no caso, eu)
"Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão"
Uma pessoa tem mais haver com as coisas que se identifica do que com as coisas que diz, se querem saber.
E o trecho é um exemplo do meu raciocinio recém-interrompido porque o dono do laptop quer usar.
Depois explico melhor. Enquanto isso, vai juntando os pontos aí.
Noticias do dia: Continuo sem net (isso aqui é um improviso com o laptop do zaca, que ele ganhou do estado em mais uma controversa atitude do caro governador do estado que moro.) e sem previsão de futuro, tendo um dia-a-dia promissor (ideias a mil, aliás... mas eu ainda tô com um impasses teóricos antes de poder explicar as minhas ideias.) e entediante. E, pra quebrar o tédio e arrumar uma desculpa boa pra beber, devo participar do podcast do Gordão assim que ele marcar um dia pra irmos lá. ( http://tetadegordo.blogspot.com ... o cara do apelido "carinhoso" de instrumento musical soy yo. )
Well... as pausas continuam pausadas, o concurso de contos deu num 8º lugar pra mim (eliminado na respecagem, bem a minha cara... mas ao menos, já é uma colocação considerável for the first time) e estou ouvindo "Timidez" do Biquini, enquanto vou tentando lembrar do que eu queria dizer com o título chamativo desse post...
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(ainda tô tentando pegar o ritmo da coisa... o escreve-apaga-escreve-apaga aqui tá û cão!)
Aliás, você já ouviu um "você ainda não me conhece"?
Segunda vez, ontem, voltando pra casa, que eu ouço essa frase. Da mesma pessoa.
Queria falar dessa pessoa um pouco, deixar aqui minhas impressões dela, porque tá tocando "De onde vem a calma", dos Los Hermanos, e eu disse pro Super ( se ele ainda ler isso aqui) que um dia toda atitude estranha, curiosidade excessiva e músicas cantaroladas fariam sentido.
Afinal, você pode não conhecer uma pessoa direito, mas o manual não-escrito sobre arrogância: teoria e prática diz que mesmo assim você tentará e identificará as necessidades dessa pessoa. (você não, no caso, eu)
"Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão"
Uma pessoa tem mais haver com as coisas que se identifica do que com as coisas que diz, se querem saber.
E o trecho é um exemplo do meu raciocinio recém-interrompido porque o dono do laptop quer usar.
Depois explico melhor. Enquanto isso, vai juntando os pontos aí.
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