quarta-feira, 30 de junho de 2010

E eu ainda tinha...

E eu ainda tinha zoado o Bernardo por causa dele ter criado o Twitter...

E cabei de criar um pra mim =X

Caso venha a curiosidade: o primeiro animal que "segui" foi o gazela.

Mas tudo bem, já tenho planos pra essa geringonça além de seguir o gazela.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ir durmir.

Hey...

Psiu...

Antes de ir durmir, me diz uma coisa aí?

Se você tivesse o poder (poder político, moral, financeiro, militar, whatever...)

O que faria pra que alguém como eu não tentasse tomá-lo?

- // -

Hey...

Psiu...

Deixa eu entender a cabeça de quem manda. Assim como um médico tenta entender não só o corpo, mas também a doença, deixa eu saber o que você faria caso não fosse mais amigo meu.

...

Porque essa estratégia
De ganhar no grito
Gritando pro vazio
É mera ilusão
Não?

sábado, 26 de junho de 2010

Sobre o Vazio Mental durante conversas.

Se você já fez perguntas que sabe que a resposta não é da sua conta, e que em 90% dos casos a pessoa vai dar uma resposta padrão ou uma mentira sincera, mas mesmo assim perguntou, então acho que você sabe o que é o Vazio Mental ao qual vou me referir aqui.

É o momento que você simplesmente já não se interessa na conversa, e sim na pessoa com o qual está conversando, e por causa disso, sempre fará a primeira pergunta que vier na cabeça.

Isso acontece muito entre nossas conversas, principalmente por parte minha, que geralmente prefiro as pessoas com as quais converso do que o assunto do qual falo/ouço.

Só que, naturalmente, das muitas coisas que não consigo, tem uma em especial que eu queria ser capaz de fazer em relação a esse vazio mental das nossas conversas;

Saber em qual momento isso também acontece contigo em relação a mim... quando você simplesmente passa a gostar mais da pessoa com qual está conversando do que do assunto.

Do Vestiário até o Estádio

( acho que só em copa do mundo que daria pra escrever algo assim, so...)

- x -

Vou fazer o que um repórter não consegue fazer. Porque já respondi um milhão de vezes a mesma pergunta, e mesmo assim ainda me perguntam. "Qual a expectativa?" ou "Como você se sente antes da estreia?" ou "Tá ansioso pra partida?".

Tudo bem, eu sei que vim pra jogar bola, e não pra pensar em respostas, como um filósofo ou psicólogo.
Mas só que vocês precisam saber a verdade: eu não sinto merda nenhuma. E isso se chama Concentração.
É como uma pessoa que tem medo de altura e você aconselha ela a não olhar pra baixo: um conselho, que em outras palavras, diz: "Cara, esquece que você tá no alto que você não sentirá medo." E é isso que eu faço: Esqueço, simplesmente esqueço dos 180 ou 190 milhões de brasileiros que represento, e sigo em frente.

Não me entendam mal, eu esqueço de vocês por bem. Eu não aguentaria ( na verdade, ninguém aguentaria) a pressão se me lembrasse o tempo todo de vocês. E a melhor maneira de representá-los e fazer jus ao que vocês esperam de mim é esquecê-los. Aí vem um filho da **** de um repórter e me faz essa mesma pergunta de sempre!

Por isso, eu sempre respondo alguma coisa tabelada, padronizada. "Sim, a expectativa é boa" ou "Sim, sempre dá um friozinho na barriga".

Só que essas respostas padronizadas dão a falsa ideia de que sou um idiota e de que todos meus amigos também são, por fazerem a mesma coisa.

Entendam uma coisa simples: eles (repórteres) sempre vão fazer a mesma pergunta, independentemente da resposta que eu der. Então, é simples: se a resposta não faz diferença, não há problema em sempre falar qualquer coisa padronizada.

Só que se vocês realmente acreditarem que uma pessoa é burra por causa disso... bem, não posso fazer nada, né?

Acho que já me expliquei mais do que deveria. Agora, se me dão licença, tenho que subir logo e ir fingir que canto o hino nacional.

- x -

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Arrogância: teoria e prática

Boa-noite à todos. ( faz tanto tempo que não faço isso que acho que nem sei mais fazer... então, porque não começar como o William Bonner?)

Noticias do dia: Continuo sem net (isso aqui é um improviso com o laptop do zaca, que ele ganhou do estado em mais uma controversa atitude do caro governador do estado que moro.) e sem previsão de futuro, tendo um dia-a-dia promissor (ideias a mil, aliás... mas eu ainda tô com um impasses teóricos antes de poder explicar as minhas ideias.) e entediante. E, pra quebrar o tédio e arrumar uma desculpa boa pra beber, devo participar do podcast do Gordão assim que ele marcar um dia pra irmos lá. ( http://tetadegordo.blogspot.com ... o cara do apelido "carinhoso" de instrumento musical soy yo. )

Well... as pausas continuam pausadas, o concurso de contos deu num 8º lugar pra mim (eliminado na respecagem, bem a minha cara... mas ao menos, já é uma colocação considerável for the first time) e estou ouvindo "Timidez" do Biquini, enquanto vou tentando lembrar do que eu queria dizer com o título chamativo desse post...

- x -

(ainda tô tentando pegar o ritmo da coisa... o escreve-apaga-escreve-apaga aqui tá û cão!)

Aliás, você já ouviu um "você ainda não me conhece"?

Segunda vez, ontem, voltando pra casa, que eu ouço essa frase. Da mesma pessoa.

Queria falar dessa pessoa um pouco, deixar aqui minhas impressões dela, porque tá tocando "De onde vem a calma", dos Los Hermanos, e eu disse pro Super ( se ele ainda ler isso aqui) que um dia toda atitude estranha, curiosidade excessiva e músicas cantaroladas fariam sentido.

Afinal, você pode não conhecer uma pessoa direito, mas o manual não-escrito sobre arrogância: teoria e prática diz que mesmo assim você tentará e identificará as necessidades dessa pessoa. (você não, no caso, eu)

"Olha esse sorriso tão indeciso
Tá se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão"

Uma pessoa tem mais haver com as coisas que se identifica do que com as coisas que diz, se querem saber.

E o trecho é um exemplo do meu raciocinio recém-interrompido porque o dono do laptop quer usar.

Depois explico melhor. Enquanto isso, vai juntando os pontos aí.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ah, só pra caso alguém ainda não saiba... sem pc.

PS: Mas Gordo, capaz de eu aceitar sua proposta e ir passar aí na lan pra postar.

Intés, intés.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Desabafo futuro de minha futura esposa

Olha só amor, eu já tentei te dizer, mas tenho medo que se você realmente me ouvir, vá ficar se culpando e fazer sabe-se lá o quê com si mesmo. Eu... eu não sei. E é esse o problema. Você vive me perguntando : "Tem algo errado?" ... Não sei como te dizer. O que há de errado é essa pergunta... você insiste tanto nela, nessa paranóia, que até me contamina. Porque você algumas vezes fica triste e escreve aqueles poemas lindos dizendo que faria tudo por mim, mas que não sabe o que fazer... Só que eu também não sei o que fazer pra te deixar feliz. Entende? Você não é o único que sente dúvidas em relação a um milhão de coisas, isso também me ataca e muito. Por exemplo, quando você vira e diz "Mas pra eu ser feliz, só preciso estar ao seu lado." eu na hora acredito, mas depois começo a duvidar disso. Se você só precisa disso pra ser feliz, porque fica tão decepcionado quando me mostra um poema e eu te digo "ficou bom, querido!" ? Uma vez, em um momento sincero seu, você me confessou que algumas vezes sentia uma certa dependência por elogios... que se não dissessem que o você escrevia tinha valor, você entrava numa depressão, num vazio enorme. E o problema é que você tem essa dependência também por mim, como se eu fosse uma droga. Só que no final das contas, isso sempre faz mais mal do que bem. E eu já não sei se você me ama ou se é obsessão. Não tá muito certo. E cada vez mais, eu sinto medo disso tudo. Algumas vezes você não me parece sincero, você transmite essa impressão, como se soubesse de algo que quer me esconder pra não me magoar. Mas exige que eu sempre divida tudo, perguntando "Tem algo errado?". Eu... queria que as coisas fossem mais simples. Mas você torna tudo tão profundo, tão intricado, tão complicado, que... não sei explicar melhor do que isso. Eu quero tanto acreditar nos seus poemas quando você escreve "Quando tudo dá errado, o inesperado acontece." Mas... não é isso que sinto. Sinto muito.

-x-

Respondendo perguntas antecipadas: First of all, não, isso não é auto-biográfico, isso ainda não me aconteceu. É que uma maneira boba que eu tenho de me auto-criticar é imaginar alguém importante pra mim me criticando. Segundo, não, eu não tenho nenhuma esposa em mente... Só imaginei uma personalidade frágil, do tipo de moça que tenta ser simpática e amistosa mesmo nas mais adversas situações. Terceiro, eu sei que isso pode me acontecer, não com essas palavras exatas, mas com a mesma intenção, porque eu coloquei quase todos meus defeitos ali em cima. Paranóia, insistência, etc... E se eu lesse um desabafo desse de verdade, eu tentaria me defender. Em vão. Porque, óbvio, se eu consegui imaginar algo assim antes, eu sei que quem escreveu teria razão.

Só me resta torcer, eu acho.

"Eu sei, é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim " - trecho de Andrea Doria, da LEGIÃO URBANA.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Extraindo diálogos.

" - Se cada um só cuidasse da sua própria vida - reclamou irritada a Duquesa - o mundo andaria bem melhor e mais depressa.

- O que não seria realmente uma vantagem. - disse Alice, feliz por ter uma oportunidade de mostrar seus conhecimentos - Pense só no que aconteceria com os dias e as noites. Pois, como a senhora sabe, a Terra leva 24 horas pra dar uma volta em seu próprio eixo... Para a ciência, foi um achado...

- Por falar em machado - disse a Duquesa - corte a cabeça dela! "

-x-

PS: Concordo com a Alice.

Pause

No momentum insanus de hoje, bom-dia!

Trago-te duas notícias, vossa senhoria. A primeira, sua falta de foco tá te obrigando a pausar o tiropralua. Mostrando que o título de Lá a sétima do ano vai pra... tam tam tam!: Cantres! Um verdadeiro criador de tensão que não resolve. Um eterno lá a sétima suspenso, uhul! Tomara que você despause isso rápido, senão você acaba desistindo. de novo.

A segunda, é sobre o dotinha. Essa também ganha pause, mas por motivos diferentes. Então, a priori a intenção é despausar ali assim que você participar (ou não) do concurso de contos FC.

De resto, fico com aquela sensação que tenho que colocar a cabeça em ordem. Pra quem não organiza nem o próprio quarto, tentar organizar pensamentos e objetivos é sempre um desafio.

Ou talvez eu só seja maluco mesmo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Noites ruins

Mini poema ensaio de versos

Que Deus abençoe minha cabeça
Que amanhã eu acorde
E amanhã eu esqueça.

-x-

Três da manhã; tem meia hora que cheguei em casa.
Mãe brigar, nenhuma novidade. Mas quando sua mãe indiretamente dá outro esporro, problema à vista.
Não quero entrar em detalhes. Se eu entrar em detalhes, amanhã vou me arrepender disso. E amanhã eu só quero esquecer do arrependimento que estou sentindo agora. Mas eu conversei com meu pai. Mal conseguia pronunciar as palavras. (bebe, filha da puta. bebe mais) Mas entendi tudo que ele disse.

(e meu irmão quer durmir, reclamando do som das teclas do pc.)

3 da manhã. Eu pensei em tanta coisa em que dizer. (aliás, até um texto em homenagem a você, mostrando o SEU "or something like that" ponto de vista sobre mim.) Mas, agora, deixa o sono pegar. Mariana foi durmir sozinha. Sem entender o que dizia, e o que o pessoal dizia. Ah se ela soubesse.

Uma teoria:
Toda garota que acredita que ao invés de ter amigas, só tem amigos, na verdade, não sabe o que está acontecendo. Não faz a mínima idéia.

Ah se ela soubesse. Ela escolheria entre os extremos de Nunca Mais ou Sempre Mais.

Porra nenhuma, ela não está pronta pra escolha nenhuma.

Aliás, porra nenhuma! (bebe e xinga, filho da puta! bebe mais mesmo!) E por acaso você/eu acha(o) que ela entende de escolhas?

Ela só quer ser feliz, mesmo que ela não saiba o que diabos isso significa.

E que se foda o resto! ( exatamente a mesma mensagem que todo imbecil tatua na mente e todo bandido tatua no braço, depois do "Deus é Fiel".)

E que...

Que o quÊ?

Que eu aprenda com os erros?
Que eu encontre alguém e seja feliz e sincero pelo resto da minha vida?
Que eu satisfaça todos meus desejos?

Algo me diz que não.

E que se foda o resto! E que...

Que o quê?

...

Que eu tenha tudo que quero?

SABE O QUE EU QUERO?

...

Algo me diz que sim. No fundo, você sabe. E só não decidiu se é possível ou não.

E dessa indecisão, eu justifico tudo que bebi. Por mais nada haver que seja. Tem tudo haver, pra mim.

(ou você já me disse que não, já gritou que não, implorou que não. E eu não te xinguei porque sou um cara legal. ou finjo que sou. ou whatever.)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Atendendo pedidos.

First of all!

Dei uma atualizada no "DoTA! DoTA! DoTA! - Continuação." Não mexi na história, só mudei algumas descrições pra ficar mais fácil de entender pra quem não joga dota, e até pra ficar mais fácil de entender pra quem joga. Por exemplo, coloquei agora uma descrição da Scourge, expliquei o ulti da Venge, adicionei algumas descrições pras "animações de ataque" e coloquei algumas descrições focadas somente nas sensações da rylai... pra deixar mais realista, ou envolvente. Já tô matutando (matutando! se você se chama gogó e leu errado, adicionando um s, um r e um b pra palavra, parabéns, você é um pervertido!) a parte três na cabeça, mas antes quero colocar outro capítulo no tiro pra lua.

Enfim... vou atender um pedido (aliás, cá entre nós, estranho pedido dessa moça!) e colocar um poema de 2009 aqui. O poema poderia ser adaptado pra um soneto, mas acho que correria o risco de decepar os versos finais, que significam bastante (pelo menos pra mim) e eu ainda não parei pra quebrar a cabeça com isso. Se alguém quiser tentar fazer isso por mim, pode fazer, vai ser muito bem-vindo, mas tenta conservar os versos finais vivos.

-x-

A estátua

A estátua da liberdade
Pra mim é mal elaborada!
A liberdade que conheço
É sensual e ousada

E carrega consigo prazer
Ao invés de um livro
E se estátua fosse livre
Ao invés de usar vestido

Estaria numa mini-saia
E com um sorriso maldoso
De quem vai aprontar
E aprontar com gosto!

Porque com uma torcha
Ela pode guiar ou incendiar
E a liberdade faz o que gosta
Ao invés de ficar parada
Sempre no mesmo lugar

-x-

PS: o comecinho "a estátua da liberdade/ pra mim é mal elaborada" era pra ser "a estátua da liberdade/ pra mim é mal nomeada"... mas acho que elaborada era mais impactante que nomeada, por isso deixei o elaborada mesmo. Mas no nomeada faria mais sentido, seria tipo uma crítica justa de bebedor num boteco.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Um truque do lobo.

O que você faz, quando precisa analisar uma situação, julgá-la e tomar uma decisão, sabendo que nenhuma outra pessoa pode intervir nessa decisão, mas ao mesmo tempo, tem a impressão que não pode analisar e julgar essa situação sozinho porque não seria imparcial?

Tempos atrás, um lobo me ensinou o que ele fazia.

Não, ele não era um lobo literalmente. Só usava o título de Lupus.

Ele escrevia pra si mesmo. Mas de uma maneira que fosse como outra pessoa.

Aham, muitas pessoas fazem isso. A maioria acaba confundindo a realidade e ficando louca. E a outra maioria acaba não levando isso a sério demais a ponto de acreditar nas palavras que escreveu. ( E outrossim, não existe uma só maioria. Poderia te dar uma explicação matemática sobre como funciona meu ponto de vista sobre maioria, com vários círculos intercalados. E só aquele espaço que corresponde ao nº Pi que eu chamo de minoria. O resto é maioria.Mas deixa isso pra depois.)

Tive o prazer de um dia ler alguns escritos do lobo. E ao invés de bater palmas, tive a audácia de tentar discordar do eu-lírico que o lobo havia criado. Na verdade, eu não tinha realmente entendido, como o lobo havia previsto que aconteceria.

É, um dia me disseram isso, eu bati pé feito criança mimada. Mas a verdade que há coisas que você só entende quando faz. Que nem passar o dia numa cadeira de balanço.

E, agora, senhoras e senhores e seres que não sabem se encaixar entre isso, vou mostrá-los meu truque de lobo.

-x-

- Primeiro de tudo, nunca, NUNCA, eu disse nunca!, ache que é melhor que esses escritores chatos, filósofos do non-sense ou funkeiros. NUNCA! Isso não é questão de humildade, nem de altruísmo, nem de porcaria nenhuma do tipo. Isso é, camarada, aplicar as táticas de Sun Tzu, como se estivesse numa guerra. E, a partir do momento que você está escrevendo pro público conquistado por esses escritores chatos, filósofos do non-sense e funkeiros sem-cérebro, saiba que você está sim, numa guerra. A eterna guerra por atenção.

Eu olhei pra ele (que é, na verdade, meu reflexo). Vou chamá-lo de spiegel, para não confundir comigo.

- Você não começou o assunto meio conotativo demais, spiegel? - perguntei.

- Foi pra ser impactante, desculpa. - spiegel se desculpou. - Mas continuando... Você vai querer que eu pergunte os porquês de você estar afim de participar do concurso ou podemos pular essa parte?

- Acho que podemos pular essa parte. No resumo, é puro egoísmo pra tentar ser reconhecido. - eu disse.

Quando você fala com o espelho, não compensa mentir, né?

- Ótimo. Agora, pra parte dois. O que os caras que vão ler esperam?

Vontade que deu foi falar "Sei lá, porra! Se eu soubesse, não estaria aqui discutindo."

- Eles não sabem o que esperar. - cabei respondendo.

- E o que isso significa? - Spiegel era insistente nas perguntas.

- Hmn... que o que vai mais chamar a atenção deles é o que for mais fácil pra eles?

Spiegel fez uma careta.

- Se fosse assim, você poderia escrever "mamãe, estou com saudade. Fica com Deus" e ganhar o concurso. - ele disse isso fazendo uma careta, mau-humorado.

Fiquei impaciente com a piada dele e mandei:

- Então, o que significa, ó espertalhão?

- Pra começar, significa muita coisa.

- Ah, que ótimo! Muito bom você me dar respostas que não dizem nada. - dessa vez, eu quem fiz uma careta de desaprovação e sarcasmo quando ele falava.

- Dá pra você ter paciência? Você vive reclamando sozinho que às pessoas não te dão tempo suficiente pra se explicar, e quando eu preciso de tempo pra me explicar, você vai e age que nem elas! - disse spiegel, me repreendendo.

- Okay... se explique então. - eu disse.

- Quero esclarecer uma coisa. A explicação que vou te dar é baseada em comparações. Entendeu?

- Tá, continua.

- A primeira comparação, e mais óbvia, trata de você mesmo. Quando você ouve uma música, como você faz pra saber se gosta dela ou não?

De novo, deu vontade dizer "não sei, cacete!". Mas ao invés disso, fiquei em silêncio, pensativo. Spiegel virou pra mim e disse:

- Vou te dar uma dica, mole. Pra uma pessoa saber se gosta ou não de uma música, ela primeiro precisa escutar ela toda, não é?

- É.

Aliás, pensei, se ela gosta de uma música, ela escuta ela toda.

- E pra escutar uma música toda, a música precisa ser capaz de?

Spiegel fez barulinhos de "tam, tam, tam" e imitou o barulho de tambores rufando.

- Ser capaz de chamar a atenção?

Spiegel sorriu.

- Quase, quase. - ele disse sorrindo, transmitindo auto-confiança.

- Não é só questão de chamar a atenção, né? - arrisquei

Lembrei das notícias sensacionais, dos artistas virtuosos, e dos exageros do dia-a-dia... Não era isso que me atraía, pensei.

Spiegel sorria, sugestivo.

- É além de chamar a atenção... é ser marcante. - dessa vez eu disse afirmando, ao invés das perguntas.

- Que nem no seu poema, Marca-Época. Ser marcante. - disse spiegel rindo. Ele agora parecia orgulhoso do início de compreensão minha.

Eu estava rindo também. Mas ainda estava confuso.

- Tá, mas isso ainda não me leva a nada... como posso ser marcante?

- Essa é fácil de responder, amigo. - disse spiegel. - Tenta lembrar de alguma coisa aí.

- Que tipo de coisa? - perguntei.

- Qualquer coisa. A primeira que vier a cabeça.

Droga, que pergunta idiota. Vou lembrar do quê? Dos meus cabelos lisos, da minha perna dormente por causa de ficar horas sentado, do dever de geometria que estava pra fazer, da minha mãe avisando que trouxe pão? Da maneita estranha que Stéph disse "Pois é"... do sonho que tive?

O spiegel pareceu notar que os pensamentos estavam megamente se formando na minha cabeça. Na hora que ele achou que tinha se formado suficiente, deu uma limpada de garganta e disse:

- Agora... aposto que você, que certamente não é um idiota, teve um zilhão de pensamentos só nesse meio tempo. Analise esses pensamentos... E me diga uma coisa simples. Nesse meio tempo, qual deles que mais chamou sua atenção?

- Er... não sei. Todos pareceram iguais.

- Se você achou que todos pareceram iguais, então sinto muito, mas você não vai conseguir chamar a atenção com o seu texto.

- Hey, isso não é justo.

Parei pra analisar a situação... Acho que o da Stéph tinha me chamado a atenção.

- Eu não consigo dizer qual chamou mais minha atenção. - confessei.

- Mas pelo menos alguns ficaram dividindo sua atenção, né? - spiegel perguntou.

- É... o da Stéph, o da minha mãe... é.

- Então, caro amigo. Você sabe porque lembrou disso primeiro, certo?

- Errado. - falei.

Spiegel me olhou duramente.

- Vou te dizer então. Você escolheu lembrar dessas coisas porque elas eram as mais importantes pra você. As que mais tem haver com você. As mais marcantes. E te digo mais; pra ser marcante, pra chamar a atenção, o que você faz na verdade é reacender essa raízes do comum da pessoa. Tá entendendo?

- Continua. - eu disse.

- Por exemplo, se você fosse escrever pra alguns índios, e nunca tivesse convivido com eles, e quissesse ser marcante perante eles, teria que lhes falar sobre o que é comum pra eles. De preferência, sem que eles percebessem. Como da excitação de ver uma pessoa amada ou a tristeza da perda de um ente querido. O que as pessoas mais tem em comum é o fato de todas sentirem os mesmos sentimentos. Poderia apostar contigo, apesar de não poder confirmar. Mas é bem provável, afinal, 99,98% de semelhança genética tem que garantir alguma coisa pra esse minha afirmação.

- Em resumo, por favor. - eu disse.

- Em resumo, pra ser marcante, você vai ter que ser comum pra eles. Tratar de coisas comuns, da maneira mais comum possível. Pegar nas raízes deles.

- Tá, mas e se eles valorizarem originalidade? Tentar ser o mais comum possível não tem nada haver com criatividade. - protestei.

- Agora, pra parte das comparações que estão fora do seu alcance... Imagina aí uma pessoa. Ela teve uma vida difícil e um milhão de decepções. E já viu mil e umas frases sobre isso, mas só gosta de umas duas, que a consolam mais ou menos. Agora, você vai e dorme com essa imagem dessa pessoa na cabeça. E sonha com alguma coisa que não lembra. Mas tem a sensação de ter sonhado com essa pessoa. Acompanhou?

- Não sei. - disse desconfiado.

- O que você vai fazer, pra ser marcante, é exatamente o papel do sonho nesse caso... transmitir a sensação da imagem. Entendeu?

- Não. - disse com raiva.

Spiegel respirou fundo.

- A originalidade se trata do veículo de transportar a sensação. Você não vai precisar apelar pra novas sensações nem nada do tipo. Mantenha as raízes iguais. Mantenha-se centrado no comum. A parte original, criativa, vai vir de como você vai fazer pra disfarçar que está altamente apegado às raízes da questão. Quer exemplos?

- Quero, e rápido, porque estou sem tempo. - falei. Meu irmão me apressava pra usar o pc.

- O funk, por exemplo. Fala de sexo o tempo todo, certo?

- É.

- A originalidade dele é a forma como ele apresenta aquilo. Poetas franceses também falava de sexo o tempo todo, mas tentando serem suaves. O funk tenta ser maçante. Mas isso é a parte da originalidade. Tenta lembrar aí de algum outro tipo de música e letra que ao invés de apelar pra indiretas, tenta ser direto ao ponto de soar massivo?

- Hmn...

- É claro, nem todo mundo gosta. Mas, ele está enraizado no básico, como eu te expliquei. E mostra a coisa de outro jeito, com um novo adjetivo. Observe seus inimigos... e amigos também, claro. Afinal, é uma guerra pra chamar a atenção.
E o recurso básico é o mesmo. O que você vai ter que fazer, é simples. Procure um adjetivo, mas não desvirtue o básico.

- Droga, vou ter que te abandonar sem ter entendido. - falei.

- É, uma droga mesmo. - disse spiegel. - Mas vai lá... só o esforço de tentar entender já dá mil idéias pra uma pessoa.

...

Jogo Rápido.

Ultimamente, a história do Dotinha tem ocupado mais tempo na minha cabeça que a história do Tiro pra Lua.

É chato confessar isso, mas todo mundo que conheço diz que eu desisto fácil das coisas. Desanimo rápido.

E isso é verdade, mesmo que eu queira discordar.

E... Rá! Adivinha?

Acho que tá fazendo falta aqueles caras que entram na história pra discordar. Criar tumulto. Fazer as coisas darem todas erradas e se desencaminhar. Ou algo do tipo.

De qualquer maneira, ontem eu durmi, tive um sonho estranho. Havia uma festa, era dia e noite ao mesmo tempo ( imagine dois céus, como se onde você tem que pisar fosse transparente, e embaixo dos seus pés também tem um céu. No de cima era dia, no de baixo era noite.) e tinha um rio, um píer, uma casa/galpão ( uma hora eu olhava, era uma casa, de madeira, daquelas antigas... outra hora, só parecia um galpão, igual ao que tem perto do Horto Municipal... esse aí eu não sabia o que era.)e a festa rolando. Cheio de gente desconhecida. Eu conseguia entender sobre o que eles falavam, apesar de ter a impressão que não falavam em português. ( e se vier a curiosidade, eles falavam sobre coisas bem idiotas e non-sense, como marcas de ketchup e modos de vestir uma meia pra esquentar mais o pé.

E lá estava eu, tentando me enturmar com aquele bando de gente estranha.

Foi quando me passou o pensamento "É, festa chato pra caralho, pra variar" que alguns imbecis tiveram a idéia de empurrar um carro pra dentro do rio. Só que aí eu soube que conhecia quem tava empurrando o carro. Eram caras estranhos, que nunca tinha visto, mas ao mesmo tempo, era o Super Choque e a Jess. Eu sabia que eram eles, mas eu não podia falar isso com eles, achei que eles iam me chamar de maluco, porque estava na cara que não eram eles.(sonhos tem muito dessa dualidade. Você tá vendo uma coisa, mas sabe que é outra. pelo menos, os meus tem.) Aí o "Super" me chamou, falando "Hey garoto novo, vem cá, ajuda a gente." Eu falei "Sai fora, maluco."

E saí de cena. Consegui ver uma janela de msn pular na minha frente... um "Oi", em rosa alaranjado ( eu sei que cor é, só não sei o nome da cor.). Eu sabia que era a Lil falando comigo no msn. Eu não cheguei a responder, mas apareceu outras duas msgs. "Gostei do que você anda escrevendo, você realmente escreve bem..." e "Mas você ainda confunde as coisas.Dá até medo de conversar contigo." Não deu tempo de me defender, ela saiu daquela conversa improvisada de msn.

Fiquei puto com isso, e fui empurrar o raio do carro. Só que ao mesmo tempo, empurrávamos o carro do lado de fora e do lado de dentro. O carro caiu no rio, e como estávamos empurrando de dentro do carro e de fora, caímos no rio junto. O carro começou a encher de água, e eu fui me desesperando, achando que íamos morrer afogado. E quando olhei, já não tinha mais ninguém no carro. A água encheu o carro e eu acordei.

Acordei tossindo, pra variar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DoTA! DoTA! DoTA! - Continuação.

Tum, tum.



A loira ouvia seu próprio coração pulsar. Ela prendia a respiração e mantinha os olhos bem fechados. Sentiu a terra em seus pés tremer.

Tum, Tum.

Tum, Tum.


O tremor ganhou força. A loira sentiu seus joelhos cederem.

E tudo começou a pressioná-la. Como se o ar tivesse virado chumbo.

Não vou gritar., prometeu pra si em pensamentos.

O ar foi ficando muito mais pesado do que chumbo, e uma queimação devido a sensação de esmagamento tomou conta do corpo dela. O tremor começou a sacudi-la, o que doía mais ainda, trazendo-lhe a sensação não só de estar sendo esmagada, mas sendo esmagada por milhões de pequenas agulhas atravessando cada parte íntima do seu corpo.

Não vou gritar.

Agora sentia o gosto do próprio sangue na boca. E seus ossos todos pareciam estar a beira de esfalerar. Cada músculo queimava, sendo comprimido pela habilidade monstruosa daquele escorpião.

Quando achou que estava no limite da dor, sentiu algo como cordas invisíveis enroscando-lhe as costas. Diante de tanta dor, isso era uma sensação agradável. Um alívio. E ela sentiu sendo puxada pelas cordas invisíveis.

Então assim é a morte? Depois da dor, cordas invisíveis removendo a alma do corpo?

...

E se eu abrir os olhos, será que agora vou ver anjos?


A loira abriu os olhos. Viu uma cena completamente desfocada. Um vulto escuro... uma árvore arremeçando pedras, um escorpião gigante, e a terra que parecia criar vida.

Não era eu quem deveria estar ali aos pés do escorpião?

A dor impedia a pequena loira de entender a situação. Ela olhou pras próprias mãos; sangrava. Estavam raladas.

Venge!

Ela entendeu as cordas. Vengeful havia utilizado de sua habilidade de instântaneamente trocar de lugar com qualquer pessoa, salvando a loira.

Mas ao mesmo tempo, se sacrificando.
Rylai não conseguiu gritar. A visão dela ficou embaçada, mas não pela dor.

Eram pelas lágrimas que escorriam dos olhos da pequena loira.

Ela via aquele pequeno vulto negro sendo esmagado completamente pelo escorpião, e sepultado por rochas mágicas que surgiam da mão da alma atormentada atrás de ambos.

Não! Não!

A dor da perda havia se tornado maior do que a dor física... e a loira desesperada corria em direção aquela cena.

Seus instintos foram tomando conta da situação.

Sua mão livre sacou a Adaga de Kelen. Ela fez o gesto mágico de rodar aquele artefato nas próprias mãos incosncientemente. Ela teve a sensação por um momento, como se tivesse dado dum salto. Seu corpo desapareceu e reapareceu entre a alma atormentada e o escorpião.

Rylai viu também o Magina. Ele havia aparecido ao lado da alma atormentada, no mesmo momento que a Rylai tinha usado a Adaga de Kelen. Magina golpeava furiosamente a alma atormentada. Cada golpe dele rasgava não só a energia vital daquele ser, mas talhos de energia escapavam junto com o que em seres normais seria sangue.

Rylai ergueu seu cajado...

Concentração.

A loira sentiu as suas feridas. E a raiva.

A temperatura caiu. Rylai sentiu seu sangue esfriar, intensamente, mas tão intensamente, que até o ar em sua volta resfriava junto. Até seus olhos esfriavam com o processo. Por dentro, ela se sentiu congelar.

Por fora, suas lágrimas congelaram.

O escorpião voltava ao tamanho normal e rastejava em direção da pequena loira, provavelmente sendento pelo sangue dela e pra terminar o que fora interrompido pela Venge.

Um pequeno floco de gelo caiu nos olhos do escorpião. Ele estava a quatro caudas de distância dela.

Depois, um pedregulho de gelo gigante acertou-o. E outro. E outro. E outro.
Uma tempestade de gelo começara em torno da pequena loira, acertando apenas os seus oponentes com pedregulhos de gelo.

O frio mágico aliviara a dor da loira, enquanto ela invocava aquela tempestade de gelo. Era como um sopro resfriando cada ferida dela.

Estava no seu limite e não poderia expandir mais a tempestade.Estava frio demais, até pra ela, acostumada com o frio. Em questão de instantes, o escorpião foi completamente esmagado pelo gelo, e com o escorpião sepultado no gelo, a alma atormentada tentava fugir, imponente perante a tempestade. Magina colado nela, brandia suas lâminas e arregaçava aquele ser de porrada. Em reação, a alma atormentada começou a brilhar intensamente. O ar se contorceu e estalou, soltando faíscas que pipocavam e ricocheteavam no Magina.

Rylai perdeu a concentração do que estava fazendo, e apenas observava o Magina agora.
Magina insistia, desaparecendo e reaparecendo na frente da alma atormentada, pra golpeá-lo novamente. A alma atormentada brilhava, enquanto explosões mágicas iam queimando o Magina.

Rylai sabia o que o Magina queria: O momento certo para o Mana Void;
O golpe mágico dele que fazia a ausência de energia do adversário voltar-se contra si mesmo.

E era isso que a alma atormentada estava fazendo, esvaziando completamente sua energia contra o Magina.

Mas era bem óbvio o que o Magina pretendia.

A alma atormentada conhece as habilidades dele. Ela não iria ser tão idiota.

Os pensamentos da Rylai foram a mil por hora.

- MAGINA, VOLTA!

Magina desapareceu...

Mas reapareceu de novamente do lado da alma atormentada.

- Magina! VOLTA! É uma arma...

Rylai não precisou nem terminar de gritar. O ar por trás do Magina ganhou vida e cor... Uma criatura até então invisível acompanhava o combate.Por trás do Magina surgiu um besouro gigante que golpeou-o com as garras.Um corte profundo nas costas do Magina. Ele foi ao chão, desnorteado. A alma atormentada aproveitou a oportunidade pra se vingar; virou-se, jogou um raio na cabeça do Magina, enquanto as explosões dele queimaram mais intensamente naquele cara caído no chão. O besouro finalizou o Magina com o Impale; um golpe mágico que invocava vários espinhos gigantes do chão, como lâminas de uma lança.

Rylai correu, chorando novamente.

- RYLAI, ESPERA!

Ela parou, surpresa com o grito; conseguiu ouvir o besouro dizer "vamos dar o fora daqui." A pausa dela deu vantagem pros dois inimigos, que corriam, indo embora. Ela olhou pra trás.

Treant havia aparecido. Gigante, era como um gêmeo da árvore que a Rylai estivera defendendo. Só que seus olhos eram profundos, expressivos. Como se tivesse passado uma eternidade refletindo sobre a vida e tivesse visto milhões de coisas que não gostava de lembrar.

A loira caiu de joelhos no chão. Colocou a mão sobre o rosto, pra escondê-lo, deixando o cajado e a adaga caírem no ato. Enquanto isso, a alma atormentada e o besouro fugiam, levando o corpo imóvel do Magina com eles.

- Rylai, vamos... - ouviu a voz grave, arrastada, do Treant. Sentiu ele se movendo em direção a ela... Aquela árvore gigante era tão pesada que cada passo seu podia ser sentido no chão.

E sentiu o cheiro de flores também, enquanto suavemente uma armadura de folhas envolvia ela. Aquela armadura, criada magicamente pelo Treant, era reconfortante fisicamente. Mas o cheiro de flores apenas a fez chorar mais, pelo pesar.

A loira sabia que Treant já estava ao lado dela.

- Roof, eu, eu... o Magina... - ela soluçava.

- Vamos pra casa, Rylai. Depois você diz o que aconteceu. Vamos só pra casa agora.

Aquela árvore gigante graciosamente pegou a pequena loira no colo. Rylai mantinha os olhos fechados. Nisso, a loira desmaiou chorando.

-x-

Do outro lado daquelas florestas densas, verdes e cheias de vida, um ser sentado num trono congelado esperava.

Esse lado era dominado por tal ser. Esse lado, conhecido como Scourge, não tinha vida. Árvores mortas, chão seco e frio e sombras eram a marca registrada daquele lugar. Eram, além, marca registrada do ser que dominava aquilo.

O ser ao trono observava. Uma alma atormentada, que quando viva era um centauro, acompanhada por um besouro gigante aproximara-se dele.

- Milorde. Missão cumprida. Entretanto, tivemos que bater em retirada. Aquela puta gelada conseguiu nos atrapalhar. - Lesrach dizia enquanto fazia uma reverência pro ser sentado ao trono.

O Lich King, o ser que estava sentado em seu trono, olhava os dois servos e o prêmio que haviam trazido.

- Excelente. - disse com sua voz congelante.

- O Sand King não sobreviveu, milorde. - dessa vez quem falava era o Anub'arak, o assassino Nerubian.

- Irei ressuscitá-lo, em breve. - O Lich King ria, sem se importar com isso. - Anub'arak, e os espiões?

- Foram implantados com sucesso. Senhor, quão em breve irá ressuscitar o Sand King? Ele era meu primo.

- Basta! - A voz imponente do Lich King atravessou a Scourge como uma nevasca. - Já disse que irei ressuscitá-lo, e não toque mais no assunto.

Anub'arak baixou os olhos, disfarçando a raiva que sentia.

-Sim, milorde.

-Levem esse corpo para o Terror Blade. Acho que ele tem assuntos pra resolver com nosso refém. - ordenou o Lich King.

-Sim, milorde. - Lesrach e Anub'arak concordaram em uníssono.

Os dois se afastaram. Uma mulher, sensual, aparecera num piscar de olhos ao lado do trono do Lich King.

- Minha cara Akasha, está pronta? - perguntou o Lich King.

A mulher sussurou algo ao ouvido dele. Era pálida, sua pele tinha um tom azulado, como se fosse um defunto, mas ainda era notávelmente bela. Tinha cabelos e olhos negros.

- Chame Leoric pra acompanhá-la. Você sabe o que fazer.

A mulher sorriu, maldosamente.

-x-

Continua, eu acho.

And poems, maybe, don't hurt at all.

Sem definir nada

Era uma roleta russa.
A mesma filosofia:
Um tiro, uma só opção.
Mas veja bem
Ao invés de arma
A roleta que roda
Trata de um coração

A roleta dá um giro:
Uma nova direção.
O coração tenta um tiro:
Som de trituração.
Aquela resposta
Que sem dizer nada
Diz que não.

A roleta dá um giro:
Agora tudo tem som
Como se cada suspiro
Fosse uma nova opção
E assim se faz um mapa
Cada "não!"
Agora é opção
E não se descarta.

E a roleta dá outro giro:
Agora o som pertuba
Como se cada opção
Fosse um grito
Querendo toda atenção.
E assim, a roleta
Parece ser um relógio
Onde cada ponteiro
É uma fronteira
Contra o mais óbvio

E a roleta gira:
Marcando meia-noite
Bem no meio do dia.
E cada ponteiro
É uma armadilha

E a roleta gira:
E em cada armadilha
Uma prisão
E cada ponteiro
Agora é um prisioneiro
Dentro dessa confusão.

A roleta dá um giro:
Agora eu te digo
Você realmente acha
Que eu gosto disso?
Dessa sensação de giro
De estar perdido
Bem na linha de tiro
Onde cada disparo
Ao invés de deixar ferido
Deixa mais claro:

Nunca estarei contigo
Enquanto você não me parar
E disser que basta de giros.